25.12.04

Andante no tempo

Sentimento de contornos suaves, Violento me assaltou, Fiquei sem fôlego, Fiquei sem chão... Perdi meu coração.

Sentimento andante Destes anos passados. Sentimento guardado, Esquecido, desenterrado... Saltitante, Demais conhecido Nunca! Jamais esquecido!

Rio

Rio de nascente Presa no tempo, Sem saber onde nem quando... Rio de mil caminhos Corres p'ro mar sem saber, Sem conhecer... Nasceste no passado Corres para o futuro, Estás preso no presente Tão sozinho e carente... És suave e calmo, Dás-me paz e esperança Trazes contigo algo Que me ficou na lembrança... E mesmo sem te ver Sinto o que és para mim, Tens um porto seguro Tens um lugar, Tens uma eterna calma, Tens serenidade sem fim... Quero ver-te, Quero ter-te, Só para mim...

le papillon II

Tens ternura nas palavras, São como mel... Leves ternas, Entram na alma, Com a suavidade de quem não quer, De quem não sabe. Encontrei-te no acaso Do tempo desconcertado Dos momentos inevitáveis. Encontrei-te nesse mundo De magia que me encanta, Que me deixa sonhadora Perdida em mim mesma À procura da tua companhia...

23.12.04

Paixão

Das superfícies encantadas

Descobre-se a magia da pureza

Poeiras brilhantes que cobrem com natureza

Todos os sonhos escondidos.

Das caras se vêem corpos

Dos olhos, almas e corações.

De todos os mais bonitos

São os olhos da paixão...

Arrebatam e levam os corações

Rasgam e ferem de tanto ardor,

Que correspondido ou não,

Dá prazer, de tanta dor...

Dor que corre nas veias

Que faz estremecer a almas

Mas que é saciada

Com apenas um olhar!

Dor que estala de tanto doer,

Mas que no entardecer se saciada

Com apenas um sorriso!

Dor que rebenta

Como as ondas do mar...

Mas que se acalma

Com apenas um olhar...

A pensar em ti...

És tu quem me deixa o coração a explodir dentro do peito!

Mesmo depois deste tempo todo sem te ver, mesmo depois de me ter apaixonado por outros, continuo a perder a noção do tempo e do espaço só de olhar para ti... só de sentir a tua presença... Fico sem chão ao ouvir-te, perco o os sentidos por ver o teu sorriso... Do teu olhar sai um fogo que queima tão docemente, tão ardentemente...

Será verdade que depois de tanto tempo sem te ver possa sentir exactamente o mesmo? Nem um milímetro menos?

Parece parvoíce, parece tolice, volto a sentir-me adolescente, e nestas palavras isso reflecte-se... Talvez porque a maior parte dessa fase da minha vida a passei a pensar em ti...

É incrível a forma como o sinto, como o arrepio ainda paira desde a última vez que te vi...

Olho para ti e também não mudaste nada, continuas bonito, tão simpático, tão descontraído...

Mas também continuas longe... E esta saudade continua a gemer com vontade de te poder voltar a ver... E a alegria chora por não te poder ter...

Será que algum dia terei este tão querido prazer, esta alegria tão esperada de te poder ter?

22.12.04

A razão

Porque procuras tanto?

Se não sabes onde encontrar!

Porque choras tanto?

Se há tanto para não chorar...

O que paira sobre a razão

Trás esperança!

Faz com que tudo se torne mais belo!

Deixa entrar o apelo

Que grita dentro de ti!

E grita também esta razão de viver!

Este gemido que te faz mover...

Busca

Procuro-te em todo lado

E encontro-te em lugar nenhum

A tua presença é ausente

Mas torna-se companhia.

Dolorosa, impertinente saudade

Que no silencio da noite se torna

Ruído, tortura...

Eterna procura de vontade...

18.12.04

Pessoa

Pessoa caminhante

Andante deste mundo

Sem fundo...

Converge de passos perdidos

Com os sentimentos aturdidos

Do rebuliço de emoções

Pessoa...

Pessoa de mil faces

Pessoa de mil almas

Pessoa sem destino

Calma revoltada

De mundo perdido

17.12.04

Espero-te

Espero-te pacientemente.

Espero que me vejas,

Que me olhes de forma diferente.

Espero todos os dias,

Espero todas as noites.

Espero...

Espero por tudo,

Espero pelo passado que passou,

Espero pelo futuro que virá...

Espero com todas as vidas...

Epero tanto

Que o próprio tempo espera comigo,

Fico sautrada desta espera,

Mas o certo é que não sei não esperar,

Por isso espero por ti,

Até que esta espera desesperada se canse,

E acabe por deixar de se esperar por ela própria...

Realidade

Acordei...

Acordei desesperada, saturada de mim mesma, de todas as coisas qua já fiz...

Acordei noutra dimensão, uma dimensão que me deixa extasiada, cansada, desnaturada...

Acordei hoje para a realidade que me consome, e faz com que tudo se torne demasiado real...

Acordei de uma forma estranha para estas estranhezas da vida.

Descobri que sou diferente e que ninguém se apercebe deasta diferença desenfriada que grita em sussurros ofegante, para que se repare nela. Niguém vê, ninguém entende, ninguém se surpreende. Não quero surpreender, não quero revoltar nem revolver o mundo de ninguém, só quero ser vista e compreendida...

Acordei. E ninguém acordou comigo, tento acordar alguém mas toda a gente está tão viciada neste sono, que ninguém quer sair dele...

Sei tanta coisa, sinto tantas coisas, tenho vontade de gritar para que entendam que este mundo não é esta rotina em que todos cairam e não saiem dela. Andam pelas ruas parecendo almas penadas, controladas pelo tempo. E sentem-se felizes assim... Enganam-se a elas próprias que só pode ser assim e que é bom ser assim... Mas não é...

Ninguém repara, ninguém olha, ninguém vê, ninguém se apercebe de nada...

Não fosse eu...

Não fosse eu estar já apaixonada e paixonava-me por ti...

Não fosse eu querer alguém e querer-te-ia...

Não fosse eu egoista e dar-te-ia tudo o que tivesse...

Não vivesse eu neste meu mundo e teriamos um mundo só nosso...

Não fosse eu própria e seria alguém para ti...

Não fosse eu esta pessoa deambulante e parava, contigo...

Não fosse eu solitária e teriamos o nosso tempo...

Não fosse eu sonhadora e viveriamos a nossa realidade...

Não fosse eu assim e terias alguém de verdade...

A ti!

À serenidade que trazes dentro de ti,

A essa calma envolvente!

A essa vontade que passas,

A esta vontade de ter-te!

Alma colorida e transparente,

Beijo doce e envolvente...

Calma estranha que me apanha,

E me deixa estranha...

A esses teus olhos cor de mel,

Doces como o céu!

A esse teu sorriso de encanto

Que me prende tanto.

A esse teu mundo,

A ti, a tudo que me dás.

A tudo que há em ti

À alegria que me trás!

14.12.04

Há dias

Há dias em que não acordo

E deixo-me sucumbir

Á força dos pensamentos.

Há dias em que fico dormente

Neste sonho, que me envolve

E revolve a alma.

Há dias que penso em tudo,

Há dias que penso em nada.

Há dias de tortura,

Há dias de felicidade.

Há dias que fico a fitar-te,

Sozinha comigo mesma,

Sentada nesta escuridão,

Perdida nesta imensidão...

À procura! À espera,

Que me estendas a mão...

9.12.04

Por entre nevoeiros descomprimidos

Saltitam loucos de prazer

Os turbilhões de sensações.

Sufocam este grito

Que salta das entranhas

E fazem estanhas

As cumplicidades apropriadas

Esquecem esta loucura

Aumentam a tremura das mãos

Esticam a alma até rebentar

Torcem os corações descontrolados

Ficam estendidos

Esquecidos

No meio do nada...

13.11.04

Taizé

Ah, Taizé, essa pequena Primavera! O meu desejo é que o Senhor vos guarde como uma Primavera que desponta e que que Ele vos guarde pequenos, na alegria evangélica e na transparência do amor fraterno.” João Paulo II

Ninguém consegue ficar indiferente com a espritualidade que paira no ar, os sorrisos de alegria despreocupada que se encontra a toda a hora, quem visita Taizé nunca mais se esquece desta “pequena Primavera”!

É um local de encontro com diversas culturas, religiões (ecumenismo), modos de vida, ideais. Mas principalmente um local de grande partilha e de um sentimento comum: Cristo!

Convido-vos a visitar Taizé (www.taize.fr), com certeza não se vão arrepender.

Todos os anos se realizam encontros europeus, em diferentes cidades da Europa, na altura da passagem de ano.

Este ano esse encontro vai ser em Lisboa, uma honra para nós. Quem quiser ir só tem que se inscrever na sua diocese! Para quem nunca foi a Taizé é um oportunidade de ficar a conhecer um pouquinho desse lugar maravilhoso e das orações deliciosas que se fazem lá!

Deixo aqui o desafio:

Um pequeno cantinho de partilha!

Pedia um pequeno testemunho de quem já foi a Taizé, ou até quem já experimentou um encontro europeu.

É clicar no botão “comments”!

3.11.04

Ola! Faço aqui um pequeno parêntesis aos poemas, para vos dizer que já é possível colocarem comentarios! Visto que havia um problemazito! Mas ja está resolvido! Portanto força! Coloquem as vossas opiniões, mesmo que más eu agradeço! É sempre bom ter um feedback! Obrigada por lerem o meu trabalho!

1.11.04

Saudades

Vejo o teu rosto pálido, Branco... Vejo-te deitado nessa cama perfeita De eternidade. Sinto a tua falta... Sinto saudades do teu sorriso! Sinto falta do teu abraço! Sinto falta da tua música! Continuo a sentir-te aqui, Continuo a sentir o teu olhar de serenidade... Continuo a ouvir-te tocar nessa guitarra, Tua amante! Tenho saudades da tua presença, Dos momentos que passamos juntos, Das coisas que me ensinavas... Tenho saudades, Saudades eternas...

Euforia

Euforia viva Que me corre nas veias, Livremente... Euforia livre De sentimentos amarrados, Que me fazem do corpo, dormente! São pequenas peças Esquecidas, pousadas na mesa... Barquelas que navegam Suavemente no mar, Sem sentinela... Euforia estranha e arrebatadora, Esta que está dentro de mim! Que mesmo amarrada, Voa sem pensar que existe fim!

30.10.04

Para ti

Este é o meu sentimento! Este que tu sentes comigo! Este que tu vês nos meus olhos!

Esta é a minha vida! Esta que vivo! Esta que caminho!

Estas são as minha lágrimas! Estas que teimam em cair! Estas que lavam as tuas mãos!

Este é o meu sorriso! Este que trago comigo! Este que te ofereço sempre que consigo!

É tudo isto para ti! Só para ti! É tudo isto para te oferecer...

Sonho

Estou na toca dos leões, No meio das feras da paixão, Que me destróiem, sem razão. Dançam em volta de mim, Num cântico de júbilo! Arrepiam-me a alma, Arrebatam-me o coração... Flutuo calmamente, Por entre asta escuridão. Do amor à saudade, Da saudade da paixão Saio livre! Sem querer, Porque o querer me leva A estar presa nestes grilhões, A ser ferida solenemente, E a querer tudo isto... Estaria eu mais presente neste mundo, Quando o meu se situa noutra dimensão?