21.9.06

Taizé, o reflexo de uma vida de Amor

Não consegui ficar indiferente... Fica aqui (clica na imagem para veres o vídeo) um singular adeus a uma alma cheia de luz... Um grade Homem, uma Bela vida, que se podem resumir apenas nisto: 'Deus é Amor, atreve-te a Viver por Amor!' Ele atreveu-se, e tu?
"Imagination will often carry us to worlds that never were. But without it we go nowhere."
Carl Sagan

9.9.06

Estrela do Mar

"Numa noite em que o céu tinha um brilho mais forte 
E em que o sonho parecia disposto a não vir 
Fui estender-me na praia sozinho ao relento 
E ali longe do tempo acabei por dormir 
Acordei com um toque suave de um beijo 
E uma cara sardenta encheu-me o olhar 
Ainda meio a sonhar perguntei-lhe quem era 
 
Ela riu-se e disse baixinho: estrela do mar 
Sou a estrela do mar só a ele obedeço 
Só ele me conhece só ele sabe quem sou 
No princípio e no fim 
Só a ele sou fiel e é ele que me protege 
Quando alguém quer á força ser dono de mim 
 
Não sei se era maior o desejo ou o espanto 
Só sei que por instantes deixei de pensar 
Uma chama invisível incendiou-me o peito 
Qualquer coisa impossível fez-me acreditar 
Em silêncio trocamos segredos e abraços 
Inscrevemos no espaço um novo alfabeto 
Já passaram mil anos sobre o nosso encontro 
Mas mil anos são poucos ou nada p'ra estrela do mar"


Jorge Palma

8.9.06

"Atravessei oceanos de tempo só para te encontrar"
in Drácula

5.9.06

Meu bem, meu mal

"Você é meu caminho
Meu vinho, meu vício
Desde o início estava você
             
Meu bálsamo benígno
Meu signo,   meu guru
Porto seguro onde eu voltei
 
Meu mar e minha mãe
Meu medo e meu champagne
Visão do espaço sideral
 
Onde o que seu sou se afoga
Meu fumo e minha ioga
Você é minha droga
Paixão e carnaval
 
Meu zem, meu bem, meu mal"
Caetano Veloso

4.9.06

Anjo Caído

Anjo caído do céu

Anjo de olhos negros

Espelho da minha alma

Encontrei-te por acaso

No caminhar do tempo

Perdido e errante

Dei por mim a adorar-te

Sem saber bem porquê

Dessas asas sai o vento

Que me leva para bem longe

Dessas asas sai o sentimento

Que me faz sentir viva hoje

Asas confortáveis que me envolvem

E me embalam como as ondas do mar

Num canto doce me levas

Num belo canto de embalar

Num canto de vida nova

Num novo caminho a desvendar

Deixo-me nos teus braços

Irei para onde me levares…

23.8.06

La pietà

No colo daquela mulher

O corpo abandonado

Chorava ela sobre ele,

Ele sem reacção nos seus braços.

Ele frio pela morte.

Ela desvastada.

Ela triste.

A solidão abraçava-os,

Embalando-os na imensidão do tempo.

A esperança escondida,

Calada sobre eles,

Iluminava-os de mansinho,

Aquencendo um pouco

O coração destroçado de mãe...

É tempo de espera,

É tempo de solidão,

É tempo de germinar,

Deixar que Ele renasça nos nossos corações!

16.8.06

Eu arrisco, e tu?

Surpreendentemente encontro um caminho diferente de todos os outros, procuro entender o porquê deste me surgir assim, mas é difícil, prefiro então não entender mas procurar segui-lo da melhor forma, já que se mostra uma melhor alternativa a este onde caminho cansada de tudo e de todos.

Seguro nas mãos todos os meus medos, são escorregadios, teimam em escapar-se ao controlo dos meus dedos a todo momento, seguro-os com firmesa, e apesar da força com que se tentam libertar eu controlo-os.

Tenho na palma das mãos as esperanças de que este se torne numa melhor caminhada, 'Tu tens a força em ti!', sim, eu sei, tenho essa força tão valiosa, essa que me empurra para frente, tenho um pedacinho de luz, luz que me ilumina cada passo, que me mostra cada esquina da vida.

Posso não ir por ali, porque não manter-me neste caminho, que apesar de me deixar cansada é completamente previsível, aparentemente normal, igual a muitos outros. Sim, precisamente por ser previsível, precisamente por ser igual a todos os outros, é uma história da qual já quase que adivinho o seu desfecho, e não é isso que quero sentir.

Eu quero viver intensamente, não na calma de águas paradas, o mar é belo pelas suas ondas e tempestades, e eu preciso de senti-las, por isso escolho este caminho. Este do qual não adivinho nem metade do desfecho, do qual não sei se chego ao fim, mas este que me fará sentir na pele todos os segundos, todos os sentimentos, este que me fará sentir o valor da vida, e que realemente vale a pena viver por amor, este que me obrigará a ser lutadora, a procurar a sabedoria das horas, das batalhas, este que me fará uma guerreira, guerreira da paz, guerreira do amor, este que me fará auxiliadora dos mais fracos, que me mostrará o verdadeiro sentido da vida.

Qual caminho poderia eu seguir se não este. Ficar acomodada ao que tenho e não enriquecer o espírito por medo, por cobardia, nao. Isso nao. A evolução faz parte de nós, e eu quero evoluir, quero arriscar, mesmo com medo de poder cair, eu sei que tenho uma mão estendida para me voltar a levantar... Eu sei que tenho sempre uma companhia para me sustentar nas horas de maior dor, nas horas de maior dificuldade...

E tu, vais-te deixar ficar acomodado ou vais lutar pelo teu sonho, por aquilo que te faz sentir vivo?

Luta, arrisca, não te deixes ficar parado por comodismo, por medo...

Eu arrisco, e tu?

6.8.06

Esticar o tempo

Estica o tempo comigo, Vamos estica-lo juntos Ate ao infinito Onde possamos domina-lo Ate nos fartarmos De ele ser todo nosso E sob nosso poder Vamos estica-lo E percorrer os mundos Que se aflorem Sob o seu manto de loucura Vamos recriar a ternura E mistura-la com a doce alegria De controlar todas as batidas Todos os segundos E provar do seu sabor Senti-lo na língua Senti-lo cá dentro Todo ele controlado Vamos estica-lo vá! Vamos! Vem! Vem esticar o tempo... Vamos esticar o tempo juntos... Vem, Estica o tempo comigo!

20.7.06

A minha droga

És a minha droga…

E eu estou de ressaca…

Na lentidão da compreensão excessiva, demasiado enrolada na razão, perdi. Perdi a própria razão, a noção do tempo e do espaço…

Pela primeira vez senti a união para além do espaço físico que nos envolve, porque esta realidade é apenas matéria, apenas uma passagem, apenas uma dimensão, em que o Espírito esquece quem é, o que já foi…

Pela primeira vez lembrei-me de ti, o nosso reencontro foi tão bonito… tu disseste-me, fizeste-me lembrar das palavras que já me tinhas dito em outras vidas… ‘A minha outra metade’… Nem tu tiveste verdadeira noção daquilo que disseste, nem se quer um pequeno relance dessas palavras te fizeram acordar…

Eu despertei, mas tu continuas como estavas, foi apenas um pequeno momento de lucidez pura, apenas um pequeno acordar durante um pesado sono, sono que nos deixa os sentimentos aturdidos, e que não nos deixa recordar a beleza do amor que nos faz reais, muito mais reais que esta realidade, muito mais para além daquilo que somos aqui…

Aqui, na terra, somos simplesmente humanos, não passamos de matéria com capacidade de se sustentar, pensar, não passamos de seres vivos com noção de moral, mas completamente esquecidos do porquê desta nossa passagem neste local…

Tu acordaste-me mas deixaste-te ficar, e continuaste envolvido no teu sonho.

Eu, viciei-me em ti, nesse teu olhar que me faz sentir tão completa, tão eu mesma. Viciei-me ao ponto de quase ter vontade de morrer quando estou de ressaca, tal é a dor da alma.

És a minha droga eterna, e não existem clínicas de recuperação, apenas o amor é o remédio para esta dependência tão extrema… Apenas o amor me fará recuperar deste maldito mau estar que eu teimo em querer sentir, apenas o amor…

Apenas o amor é a única verdade sólida que eu levarei comigo, quando deixar este meu corpo e partir, partir para o nosso lugar, para o nosso mundo…

18.7.06

Perfeitamente

Perfeitamente consciente

Desta inconsciência que abraça

A insensatez

Perfeitamente lúcida

Da desastrada verdade

Desta realidade

Perfeitamente cega

Desta situação embaraçosa

Que não se dissolve

No mar da harmonia

Perfeitamente consciente…

Estupidamente consciente

Que te amo

Perfeitamente sábia desta verdade

Perfeitamente pálida

Perfeitamente paralisada

Perfeitamente muda

Perfeitamente tua amante

Perfeitamente

Eternamente tua…

17.7.06

Estou

Estou,

Simplesmente aqui,

Sem saber como, nem porquê

Estou, não durmo,

Apenas sinto uma presença estranha

Que não me deixa repousar

No meu leve sono.

Tento adormecer

Mas o despertador toca

Para eu me manter acordada.

Volto a tentar, quero dormir!

Mas aquele despertador impertinente,

Vindo não sei de onde,

Volta a tocar.

Estou desconfortável,

Preciso de descansar e não consigo

Tenho alguém ao meu lado,

No chão dorme a minha companhia,

Mas dorme… e eu não…

Passo a noite em claro,

Observada a cada segundo,

Não pude dormir,

Porque tinha que ser observada com sono

E cansada,

No meu limite…

Finalmente foi-se embora,

Agora sim, posso dormir,

Como a minha companheira,

Deitada, estendida no chão como morta,

Agora sim, faço-lhe companhia…

12.7.06

Lovesong

"Whenever I'm alone with you You make me feel like I am home again Whenever I'm alone with you You make me feel like I am whole again Whenever I'm alone with you You make me feel like I am young again Whenever I'm alone with you You make me feel like I am fun again However far away I will always love you However long I stay I will always love you Whatever words I say I will always love you I will always love you Whenever I'm alone with you You make me feel like I am free again Whenever I'm alone with you You make me feel like I am clean again However far away I will always love you However long I stay I will always love you Whatever words I say I will always love you I will always love you"
by The Cure

9.7.06

Brutal Regresso

Regresso para casa

Regresso para aqui

Regresso do meu mundo

E sozinha, chamo por ti

Regresso do meu mundo

Neurótico e pasmado

Regresso lá fundo

Com o meu ser esfarrapado

Regresso a realidade

Ao mundo que se transforma

Noite e dia fico presa

E transfiguro-me nesta forma

Brutal e incandescente

Desceste sobre mim

Arrepanhas-me a alma e a mente

Deixas-me doida fora de mim

Suicido-me todos os dias

Nesta brutal transformação

Não quero ficar assim

Só quero paz para o meu coração

Não sei se tenho forças

Para te poder agarrar

Forçar a minha mente

Para ao teu lado poder lutar

Faz de mim o instrumento

Faz de mim essa loucura

Faz de mim o teu sentimento

Deixa-me ser quem tu procuras

30.6.06

Espero só mais uma vez Por esse encanto contido No teu olhar Só mais uma vez, Por essa luz incadescente Que me afaga a alma, Só mais uma vez Para um último e derradeiro abraço... Só mais uma vez, Para chorar no teu regaço Só mais uma vez, Uma vez para te ver, Para te beber...

22.6.06

Anjo da Guarda

Anjo que caíste no meu colo,

Anjo que me guardas com as tuas asas de seda…

Guarda-me nelas para sempre,

Guarda-me e protege-me

Do mundo que me espanca em todos os segundos

Guarda-me e embala-me

No teu carinho de guardião!

Meu anjo da guarda,

Meu lindo guerreiro do amor,

Protege o meu coração

Guarda-o dentro do teu,

Anjo da guarda

Da minha alma toma conta

Guarda-a todos os dias e todas as noites

Faz-me companhia nos meus momentos de solidão

Faz-me liberdade nos meus momentos de loucura

Faz-me esperança nos meus momentos de desespero

Anjo da guarda

Ilumina o meu caminho

E caminha do meu lado

Dá-me a tua mão

E não me deixes vacilar

Ajuda-me a levantar sempre que cair

Meu lindo anjo da guarda

És o tesouro mais valioso desde que nasci

Adoro-te, Amo-te!

Mesmo que apenas no silêncio,

Mas naquele silêncio confortável e grato

Pela tua presença,

Pela tua existência

“Anjo da guarda

Minha companhia,

Guarda a minha alma

De noite e de dia”

19.6.06

Agarra-me!!!

Agarra-me!

Não me deixes cair desta vida estranha

Não me deixes perder na loucura do amor doentio

Agarra-me!

Com toda a força que tiveres

Com toda a vontade de não me deixares

Mas agarra-me!

Faz-me sentir que estou segura

Que não vou cair

Que não vou tropeçar mais nesta imundice

Nesta insanidade louca

Que teima em querer invadir-me

Fazer de mim louca desvairada

Agarra-me!

Agarra-me sempre,

Não deixes que o mundo me aperte

Aperta-me antes tu

Com esse teu jeito saudável e ternurento

Faz-me sentir sólida,

Faz-me sentir sóbria..

Não me deixes cair…

Agarra-me…

Por favor…

Estou na beira do abismo

Agarra-me…

Ou este abismo sugar-me-á para dentro dele

E eu serei para sempre prisioneira de mim mesma!

Agarra-me!

Não me deixes cair nesta prisão…

Agarra-me…

Tu estás sempre lá... Mesmo quando não Te vejo...Tu estás lá...Comigo...

I Say A Little Pray For You

Ouvi esta música mesmo agora, e não poderia deixar de a por neste meu cantinho, talvez porque é o que eu tenho feito todos os dias, desde que te foste embora... É para ti... tu sabes... para ti...

" The moment I wake up Before I put on my makeup I say a little pray for you While combing my hair now, And wondering what dress to wear now, I say a little prayer for you Forever, and ever, you'll stay in my heart and I will love you Forever, and ever, we never will part Oh, how I love you Together, forever, that's how it must be To live without you Would only meen heartbreak for me. I run for the bus, dear, While riding I think of us, dear, I say a little prayer for you. At work I just take time And all through my coffee break-time, I say a little prayer for you. Forever, and ever, you'll stay in my heart and I will love you Forever, and ever we never will part Oh, how I'll love you Together, forever, that's how it must be To live without you Would only mean heartbreak for me. I say a little prayer for you I say a little prayer for you My darling believe me, ( beleive me) For me there is no one but you! Please love me too (answer his pray) And I'm in love with you (answer his pray) Answer my prayer now babe (answer his pray) Forever, and ever, you'll stay in my heart and I will love you Forever, and ever we never will part Oh, how I'll love you Together, forever, that's how it must be To live without you Would only mean heartbreak for me (oooooooooh)"

Aretha Franklin

16.6.06

Mesmo assim

Mesmo no silêncio da solidão adoro-te.

Mesmo quando não estás aqui,

Mesmo estando longe sinto-te dentro do meu peito

Mesmo assim estás longe,

Mesmo estando dentro de mim estás longe.

Mesmo sabendo que não me queres, quero-te!

Mesmo neste tango solitário,

Mesmo neste suave deslizar de esperança,

Mesmo assim, estupidamente espero por ti

Mesmo não querendo

Mesmo sabendo

Mesmo ficando triste

Mesmo revoltada

Mesmo assim, espero por ti

Mesmo que nunca apareças

Mesmo assim eu encontrei-te!

14.6.06

Realidade II

Mundo insensato de sensações submersas em relações virtuais, é este mundo que me rodeia, que me deixa estonteada, que me arrepanha e rasga em todos os sentidos. Perdidos de nós que não nos conhecemos, entendemos tudo menos a nossa alma…

Insensatez controlada, imundice de loucura circundante em torno da realidade construída, constituída por tudo e por nada.

Agarrados a tudo e desligados da alma… ninguém entende… ninguém vê… ninguém sente...

Como será possível, está na vossa frente! Olhem e vejam a magnitude da vossa existência, não se deixem levar pelas loucuras disfarçadas de normalidade, sintam a realidade!

Como será possível, ninguém vê como eu, ninguém entende como eu, ninguém sente como eu…

Por isso me sinto nesta varanda, espectadora da vida que passa na minha frente, como um teatro sem fim, de personagens anónimas que nem sabem por onde caminham…

Interior

Abro os olhos

Não vejo nada

Fecho os olhos

Vejo tudo

Respiro o ar que me constrói

Destruo os medos mais impossíveis de derrotar

E corro

Corro para onde possa ser diferente de tudo isto

Fico.

Pendente

No fio da esperança de mudar a realidade imaginária

Criada por uma colectividade viciada em estereótipos

Forço a vontade a querer o que quero

Obrigo-a a concordar com a razão

Finjo ser o que não sou,

Obrigo-me a ser aquilo que quero

Percorro todos os sonhos

Percorro todos os medos

Todas as possibilidades

E tudo se transforma

Tudo se cria numa nova possibilidade

Tudo se torna numa real realidade

5.6.06

Vale a pena amar?

Haverá amor mais puro do que aquele que vejo em ti??

Haverá alguma sanidade em querer espalhar pétalas desde a porta de uma casa, até a estação do metro só para dizer ‘Cheguei! Estou aqui só para ti!’?? É sanidade, da mais pura que já vi, sim, é sanidade, e não loucura, loucura seria talvez não o fazer, não o demonstrar…

Amor puro nunca é insano, insano é o mundo que o rodeia, são os estereótipos que fazem com que nos controlemos, para sermos “normais”, lixem-se as normalidades, normal é não amar assim, é não viver como se hoje fosse o ultimo dia, a ultima oportunidade de poder dizer ‘Eu Amo-te!’.

Ama a cada segundo, com cada átomo do teu corpo! Mesmo que isso te faça sofrer! Vale a pena viver por amor, vale a pena sofrer por amor, e nunca! Nunca é tarde para dizer o quanto se gosta de alguém, nunca é tarde para lutar por uma vida cheia de amor…

Na eternidade dos momentos, descobri que o mais precioso não é viver uma vida longa e tranquila, mas uma vida de amor puro, nem que seja apenas um dia, uma hora, uns segundos… porque é esse amor que nos faz andar, que nos obriga a reagir, a ter uma atitude!

Eu bem vejo os anos a passar, eu bem vejo o amor mesmo ao meu lado, nos sorrisos trocados, nos olhares já tão familiares em que as palavras já não fazem sentido, eu bem vejo o amadurecer de um namoro eterno! E é por isso que eu sei que vale a pena viver! É por isso que eu vivo, por amor!

Por isso, por muito que te custe andar para frente, por muito que a montanha te pareça intransponível, não desistas, luta, porque o amor é uma recompensa muito maior que qualquer outra…

Vale a pena… Vale sempre a pena…

4.6.06

Encontros

Encontros silenciosos tão cheios de tudo, são encontros que acontecem tantas vezes, mesmo ali, ao nosso lado, e nós nem nos apercebemos. Ás vezes esses encontros são connosco mesmos, e nem mesmo assim conseguimos ver tudo o que nos atormenta, de forma alguma, de maneira nenhuma… Tentamos, tentamos e nada!

Por vezes é preciso saber que aqueles que nos são queridos estão ali mesmo do nosso lado, de mão estendida! Mesmo sem os vermos, eles pegam em nós ao colo e embalam-nos com a ternura e com o amor de quem gosta.

Eu gosto de ti, e embalo-te de mansinho, canto-te uma canção bem baixinho para que possas adormecer e descansar desse tormento que te aflige todos os dias, esse tormento que não se vai embora, que teima em crescer todos os dias, sem qualquer razão, sem sentido ou tamanho, mas que ao mesmo tempo se vai apoderando dos momentos em que queres ser tu próprio sem preocupações, e ocupa toda a tua alma com uma buraco negro que te suga, que quase te faz implodir…

Mas eu estou aqui! Eu ajudo-te! Eu estendo-te a minha mão e luto contigo essa batalha tão dolorosa, que te deixa triste e sem vontade…

Eu estou aqui! Tu sabes!

Sim, tu sabes que estou aqui…

1.6.06

...

Se te abraço estás longe, Se te digo adeus, tornas-te tão próximo Se te tenho comigo, não estás Se me abraço à solidão, estás lá

Sintoma doentio, Este sintoma que vai e vem, Como uma batida descompassada, De quem quer mas não tem vontade, De quem possui mas não pode usar… Consumo os minutos em que te posso ver Distraio-me nos momentos, sozinha, no teu olhar Dentro deles nada nem ninguém me pode ameaçar

Porque é que estás tão longe, Se estás tão perto de mim, Nem mesmo assim consigo, Nem mesmo assim resolvo

Esta insanidade autentica que me consome Esta vida conturbada Cheia de contradições Emoções indefinidas Sem razão, sem consentimento para existirem…

26.5.06

Despedida

Se a morte me abraçasse agora, iria com ela, morreria sem surpresa… Segui-la-ia para onde ela quisesse que eu fosse, eu iria.

Sentindo que nada tem mais importância, decadência alucinada de intransigências acumuladas, de atitudes dispensáveis, completamente destrutivas de todas as esperanças.

E ela ouve-me, e vem-me buscar… abraça-me…

Abraço-te uma última vez, já que todas as outras últimas vezes não foram suficientes. Abraço-te e até um dia, quando ela te vier buscar, talvez queiras vir ter comigo, para me voltares a abraçar numa última vez eterna…

Vou-me, não me despeço de mais ninguém… Levo comigo o peso da lembrança, de todos os nossos momentos. Vou-me, e deixo que a essência do meu ser se fique e se envolva em ti, para que me sintas por mais uns momentos, como um perfume delicado que te beija… Deixa-me levar algo teu comigo… sim. Deixa-me levar um pouco do teu toque, para que, durante esta minha espera desesperada, eu me possa sentir um pouco mais perto de ti, para que me possa recordar com mais intensidade de tudo o que sinto, de todas as palavras, de todos os olhares…

Vou-me, já não me resta mais nada aqui para me alimentar, para alimentar esta minha loucura de viver… Se o que me alimentava também já foi com ela…

Vou-me… até a eternidade.

Rosa Maria

23.5.06

Falo contigo

Falo contigo, como se estivesses aqui, Falo contigo, e digo o nada de tudo, Falo contigo, como se sentisse o teu calor, O rosto de alguém que nunca sentiu dor…

Falo contigo, tenho-te mesmo ao pé de mim, A sentir o silêncio forte e cru, Tenho-te comigo, hoje e sempre, eu sei. Mas não te posso transportar Para onde nunca andei!

Por momentos senti Que a realidade era esta, Mas no memento inevitável, Ela fugiu e transformou-se em floresta…

E agora… Falo contigo… Tenho-te comigo… Tão longe de mim…

E agora…

Quero abraçar-te… Quero amar-te… Mas sinto-me tão longe de ti

Falo contigo, como se estivesses aqui, Mas o tempo abraçou-me e levou-me Para longe de ti…

4.4.06

Too much

Well, do you feel something inside, Deep in your soul? Makes you feel like you’re going to explode… Let me help you, come on!

(Just let it go,)

Come on and let it go!

You work too much You think too much You annoy yourself too much

You scream too much You cry too much But you don’t fight enough

You just walk alone trough the city And you realise that there is noting pretty You believe in some solutions But can’t (re)solve your confusions

Just let it go, Come on and let it go!

Realise that anything that you’ll do Will be better than stand alone You have to live so don’t stop to fight Just let it go Just follow the light

Come on and let it go!

27.3.06

Eu sou assim

Da varanda da solidão vejo a tua luz, espaçada por momentos de lucidez alucinante…

Leva-me contigo, conduz-me por este mar de chamas, Quero ser o rio que desagua na esperança Ser estrela no teu caminho…

Sentir o bater do coração Palpitante de emoção Sentir a fluidez dos acontecimentos Vive-los intensamente

Não me leves a mal por ser sincera, Não fujas de mim por não ser desta era

O meu mundo é diferente do teu Situa-se num quadro desconhecido da realidade normal

Porque sou louca neste mundo de loucos saudáveis Porque procuro sempre ser transparente Neste mundo de transparências viscosas e forjadas Porque sou lúcida, porque mostro o que sou…

Talvez ninguém me entenda Talvez ninguém o consiga alcançar, Mas eu sou assim E este é o meu lugar…

24.3.06

Escuridão

Hoje a morte voltou a abraçar-me… Obrigou-me a recordar os momentos em que se abre uma nesga no abismo que separa a vida deste lado, da vida que ninguém conhece, do outro lado da realidade.

A solidão apoderou-se do meu ser, e a minha essência flutuou no rio de almas que suspiravam pela minha luz… Eu caminhei entre elas… Caminhei até ao teu encontro, para te dar um último abraço, para te dizer um ‘Até Sempre’.

Fico aqui por mais uns tempos, lembrando-me e encontrando-me comigo mesma a cada instante da minha existência, vivendo cada segundo cada minuto…

Com a esperança de te reencontrar um dia… Com saudades… Saudades eternas… Descansa em paz

20.3.06

À flor da pele...

Trago os sentimentos à flor da pele... vivo intensamente cada momento como se fosse o último da minha vida...

Vejo a fragilidade apoderar-se daqueles que mais amo, a fazerem deles farrapos, a arrasta-los para longe... Vejo como é escasso o tempo que tenho aqui neste lugar...

Bebo cada momento e aproveito tudo até à última gota, não consigo ser de outra forma... a fragilidade da vida rodeia-me, abraça-me todos os dias...

A cada manhã agradeço a Deus por estar viva, por poder sorrir e respirar com franqueza, por poder dizer aos que me são queridos o quanto eu gosto deles...

Não conseguiria deixar para amanhã, não conseguiria adiar a possibilidade de poder dar um abraço, de poder demonstrar a minha simpatia, o meu afecto.

A força com que o tempo corre na nossa frente deixa-nos sem espaço para cometermos erros, e se os cometemos devemos aprender com eles.

Não vou dizer amanha mas hoje, não fazer amanhã mas agora.

Dizer que Amo, e abraçar todos os que me são queridos...

Por isso digo: Amo-te a cada instante da minha existência

Por isso te quero abraçar sempre que me reencontrar contigo...

Este testemunho é para todos aqueles que me querem bem...

Obrigada por serem quem são na minha vida, obrigada pela vossa presença no meu coração!

18.3.06

'O moinho de café Moi grãos e faz deles pó. O pó que a minh'alma é Moeu quem me deixa só' Fernando Pessoa

16.3.06

Tempo

o tempo escapa a saudade fica o momento tapa tudo o que cá fica desfaz tormentos constrói alentos tira mágoas e tristezas empurra-te para a frente de ti mesmo sem mesmo saberes por onde vais acabas com a esperança reforçada por um momento de lembrança que o tempo fez passar e que a saudade obrigou a ficar

15.3.06

A saudade nao tem limites...

A saudade nao tem limites, apenas te mostra o momento que a alma ambiciona por um sempre distante... A saudade nao tem armas, apenas a lembrança do que foi um dia... A saudade traz-me os momentos perdidos, Aqueles que nao querem ser esquecidos Como tudo o resto que nao sei. Nem sonho onde encontrarei tamanha capacidade Para me encontrar neste meu mundo perdido... Para voltar a conseguir que tudo tenha um sentido.

Fingimento

"Fingi ser tu por um dia Fui o mar e o pescador a ver se de mim saía tudo o que é do meu amor"

14.3.06

'Deus perdeu mais tempo contigo, nem os diamantes são iguais...'

Se a realidade existe então não é esta que conheço, porque tu não lhe pertences... Andas num mundo perdido, diferente de todos aqueles que já conheci.

Sincera lucidez Alma cristalina Encontrada em tudo o que ilumina

É perda para mim, É ganho para ti...

E eu perco-me nesta realidade submersa de saudade e pensamentos desnudados, desencontrados das possibilidades perfeitas, tentando entender porquê... Porque entrei neste mundo tão distante de tudo e tão perto de mim, porque embarquei nesta barcarola que não me pertence e com tantas possibilidades de se afundar... e eu não sei nadar...

Sinto o sangue a percorrer-me o corpo como se ele fosse folha de papel, a queimar-me por dentro como ácido. Sinto o peito a rebentar e a impludir, num compasso descompassado... Sinto os meus olhos a arder de saudade quando te vais embora...

Louca endoidecida nesta sanidade que não me entende, que eu desejo manter, que me deixa enlouquecer, que me faz demasiado lúcida, que me mostra o que não quero ver... o que tenho medo de entender...

Louca me sinto, porque louca sou desde o momento em que te encontrei no descompasso da perfeita batida do teu coração...

6.3.06

Procuro sentimentos No deserto do destino Agarro palavras soltas Faço delas o meu tino Quero viver sem mágoas Quero viver a minha vida Preciso de encontrar-te Não posso ficar sozinha

Sou uma louca aguda neste mundo Preciso de vir à tona estou no fundo O mundo gira e e eu giro ao contrário Perco-me comigo dentro do meu próprio cenário Não sei nadar preciso de remar E nem tenho mais lágrimas p’ra chorar Estou perdida quero-te encontrar Tenho a minha alma à solta Louca para te abraçar

21.2.06

Lado obscuro da lucidez

Não te percas no lado obscuro da lucidez Esse lado tão profundo que nem sequer o vês Não te deixes embalar por situações alucinantes Porque quando deres por ela já não consegues ver como dantes

Esse lado, essa lucidez, essa falsa confiança que te leva por caminhos desconhecidos…

Perdidos na eternidade dos pensamentos, encontrados em momentos de tudo e mais alguma coisa, encontrados em fantasias de nada…

Não te percas no lado obscuro da estupidez Esse lado tão absurdo que faz de ti aquilo que quer Vê bem as palavras soltas que bailam dentro de ti Tem cuidado com a boca para não saírem sem sentido

Esse lado, essa estupidez, essa falsa lembrança que te arrasta para mundos perdidos…

Conselheiros de falsidade, que te sussurram ao ouvido, quando menos deres por ela já estás demasiado envolvido…

Não te percas no lado luminoso da loucura Porque é ela quem te deixa com a alma toda nua Se quiseres ficar são não olhes para dentro dela Porque quando te distraíres ela dar-te-á uma mordidela

Esse lado, essa loucura, essa falsa luz que te tira a vontade…

Segue o teu caminho não te deixes levar, pensa com carinho que há quem te guarde e quem esteja pronto para te salvar…

20.2.06

Inocência

Inocência impertinente que dança com as lembranças junta com a saudade.

É a maior pureza associada á felicidade, essa locomotiva que nos move com vontade...

Crescemos e ficamos à espera que ela continue intacta, pura, intocada, inalterada pelos nossos erros e lembranças... ficamos inocentes à espera que a inocência daquela idade não se afogue com a vida...

Passamos momentos parados como pedras à espera, na esperança que ela volte… mas ela só existe nesse instante, livre como um pássaro, e voa para as almas seguintes com vontade de se renovar a cada momento…

Deus

No vale da tortura Caminho com a loucura De mãos dadas no inferno Procurando o que não é eterno Peço-Te que me apoies Chamo por Ti Quero que me ajudes Não consigo viver sem Ti

Mostras-me a verdade A rainha da vontade Dizes-me o que é certo Encontras-Te sempre por perto

Pegas em mim ao colo Tratas das minhas feridas Amo-te profundamente Tão profunda e loucamente

Dá-me paz… a paz que me faz feliz Traz-me luz… a luz do meu sentido Do meu caminho

Encontras-Te comigo Abraças-me e dás-me um beijo Dizes-me “Eu estou contigo, eu mostro-te a verdade. Neste mundo insano, só vence quem é louco Se quiseres ser como eu Vais ter de dar mais um pouco”

Pedaços

Pedaços de caminho contribuindo para viveres, pedaços de carinho que te caem no colo como água corrente de uma fonte viva de saudade...

Pedaços de vida de mim, pedaços de vida de ti, retalhos cortados e mostrados como quem não quer, como quem apenas necessita de mostrar o que és, o que sou, para nos encontrarmos nos momentos perdidos, para dançarmos na música dos nossos corações partidos…

Pedaços de sonhos realizados, e mais pedaços daqueles que ainda não foram sonhados… Levados e trazidos do mundo dos impossíveis realizáveis, em concretos momentos de harmonia, macerados com pozinhos de impaciência e misturados com grande empatia.

Pedaços... pedaços de olhares, de reflexos da tua alma, pedacinhos de luz do teu ser, pedaços de mim que te encontraram num entardecer, que te quiseram guardar e trazer bem cá dentro, bem cá no fundo, e no teu encanto adormecer…

Pedaços de momentos, de palavras lançadas, dançantes em si mesmas, gastas de tanto serem ditas, e no mesmo instante tão renovadas quando ouvidas.

Foram pedaços de mim que se encontraram com pedaços de ti, e se juntaram para conversarem de nós, para nos mostrarem os pedaços que não conhecíamos, para bebermos dos momentos e das lembranças… enfim… como duas crianças que se conhecem e brincam juntas nos seus mundos de eternidade…

Foram pedaços de um dia que ficaram juntos com a saudade…

23.12.05

Longe

Passei vidas de sonhos Realidades submersas em vitrines de barro. Fugir da realidade não leva a nada Mas nada envolve-me E leva-me a lugar algum, Por entre desafios discretos Incertos das certezas Que comandam as vontades Saudades...

Por entre as profundesas Desertos Que comem as virtudes, Quietudes...

A vontade de rasgar A vontade de voar Abrir as asas e sair... P’ra longe... P’ra longe...

Realidade dura e cura Que em envolve nua, Certa das inseguras tristezas Pendurada na parede dos momentos Puros... Roendo as lambranças

Passei vidas de sonhos Realidades submersas em vitrines de barro. Fugir da realidade não leva a nada Mas nada envolve-me E leva-me a lugar algum... Ao fundo de mim...

18.11.05

Viagem

Fui trespassada por uma espécie de espada, que me deixou abandonada na cama da saudade. Sincera dor que me arrepanha as entranhas sempre que sinto esse sentimento tão doce, tão doente de carinho.

Fui encontrada na história esquecida do meu mundo, perdida em instantes eternos, em pedaços de momentos contíguos a outras lembranças.

Fui condenada a ser lúcida neste mundo louco, louca doente me sinto, demasiado estranha à loucura saudável do mundo.

Fui condenada a uma felicidade solitária, demasiado transparente à lucidez do caminho estranho, que se cruza entre ti e a minha pessoa, quase tocando na tua alma, mas eternamente afastado da realidade.

3.11.05

Vai

Deixa-me beber Da tua essência Amorosa, preciosa, Do dentro de dentro de ti Deixa-me tocar-te, Enrolar-te, amarrar-te A mim... Deixa que te corra A corrente forte e dura Que te circula nas veias Vai ao fim E volta Traz de novo p'ra outra história Outra memória. Vai ao fundo Dá-me o mundo A memória Esquecida

25.10.05

Perdido

Ficaste perdido No meio da escuridão Ficaste estendido No meio do chão

Gritaste, enrolaste Toda a raiva a arder Ficaste e pediste Para não sofrer

Correste o universo E agora ficaste aqui Olhas as estrelas Sem saber o que sentir

Pede! Pede piedade, A ansiedade a gritar, Correm-te nas veias As ideias a acabar…

13.10.05

"O que é que em nós sonha o que sonhamos, Porventura os sonhos são as lembranças que a alma tem do corpo"
J. Saramago in O Evangelho Segundo Jesus Cristo

11.10.05

Não te percas no lado obscuro da lucidez...

19.8.05

Quero escrever, quero escrever e não me sai nada por estes dedos mortos de cansaço. Quero contar-te tantas coisas, falar-te do meu mundo, e as palavras recusam-se a escreverem-se, querem ficar juntinhas no aconchego do pensamento, na verdade das lembranças, nas fantasias mais deliciosas… Quero dizer tudo, e não consigo dizer nada, tudo o que se escreve corre para o papel porque não tem importância, aquilo que deveria aqui estar não vem, recusa-se a mexer-se… Então limito-me a escrever banalidades, para saciar esta fome de te falar, de te ter um pouquinho mais perto, limito-me a deixar que estas palavras gastas e sujas, quase sem significado de tanto serem ditas, fiquem por aqui e se deixem ser lidas… Talvez invente algumas novas, frescas, com vontade de serem lidas, não como estas, que mesmo se deixando serem usadas, têm preguiça de se moverem para aqui, e que quando são lidas, soam a nada, porque já quase nada transportam com elas. Quero pintar uma tela com palavras, só para te poder mostrar o meu mundo, só para poderes mergulhar nele. Quero fazer um quadro infinito de ocasiões, momentos, trivialidades… com as sensações que sentimos juntos, com os segundos a correrem demasiado depressa para poderem ser entendidos, com as horas a parecerem minutos desprendidos de qualquer compromisso, que desfilaram na nossa frente sem o mínimo pudor… Quero ter palavras para falar desse azul que te acompanha, mas elas não existem ainda. Quero ter lembrança da tua alma, mas o meu corpo é demasiado fraco para aguentar a sua magnitude. Quero ter olhos para te ver, mas o meu castanho é esbatido. Quero ter pernas para correr para ti, mas elas são tão pequenas que mal consigo caminhar na tua direcção... Uma palavra eu sei que existe, e nunca se vai cansar de ser escrita, lida, dita, gritada… sem perder qualquer significado, ganhando sempre um novo valor, e essa é com certeza a palavra Amor, que me vai sempre fazer lembrar de ti, mesmo que apenas com o carinho da lembrança de um sonho que vivemos, numa outra vida, numa outra realidade, onde tudo era possível e onde tudo continuará a poder ser realizado…

13.8.05

Vivo

Vivo numa ocasião de sentimentos inesperados, contraditórios até, mas que me fazem sentir viva a cada estalido do meu coração, a cada átomo que se desprende do meu corpo, a cada olhar que se encontra e se surpreende. Vivo, simplesmente, já estou cansada de formular conjecturas sobre o meu futuro… “Tens o mundo na palma das mãos…”, sim, e uma possibilidade de realizar os sonhos mais impossíveis que tenho, e me sentir bem comigo própria. Uma possibilidade que se queria escapar, e que eu deixava que se escapasse aos pouquinhos, começava a habituar-me que nem tudo é possível, caramba!!! Tudo é possível, basta acreditar! E eu acredito, e tenho fé, e quero ter força para alimentar tudo isso. “Se tivesses a fé de um grão de mostarda, moverias montanhas…”, eu quero mover montanhas, quero sim, nem que sejam apenas as montanhas do teu coração, mas que se movam, e que se possam voltar para mim, para que eu as contemple, e lhes diga, Como eu gosto de vocês! Nem que seja a força para apagar a distância que nos separa, distância maldita, infernal… tortuosa… Nunca imaginei poder viver assim, neste rodopio, nesta vontade de te encontrar a cada momento, a cada respirar… Não acredito no destino, acredito sim, que temos a força de escolher o nosso caminho, consoante as ferramentas que nos vão sendo postas na frente, consoante as pessoas que se vão cruzando connosco nesta jornada infinita de veredas insondáveis. E tu cruzaste-te comigo, e eu contigo, e agora podemos decidir caminhar um ao lado do outro, ou seguir, cada um, o seu caminho… Tenho vontade de te dar a mão e me deixar levar, até onde quiseres. Tenho vontade de descobrir novos mundos contigo, escrever novas histórias, de criar novos sonhos, uma realidade tão possível como o próprio existir…

Momento

Momento fugaz Que passou num ápice. Momento que me levou para lá Do mundo possível. Momento que aconteceu Sem pedir permissão, Que me deixou sem chão, Fez explodir o coração. Trouxe de uma nova esperança, Uma nova aliança. Com todos os sonhos Que teimavam em fugir. E tudo se tornou mais cristalino, Mais possível Que todas as impossibilidades…

8.6.05

Tortura

Vislumbre de mil faces Perdidas... andantes... Vislumbre de mil desejos Sozinhos... caminhantes... Passos convergentes Num só desejo Olhares que se cruzam E fogem de si mesmos Tortura contínua Que se torna voraz Tortura precistente Que este sentimento me trás Tortura que dói Tortura que mói...

7.6.05

"Os sentimentos não são negativos nem destrutivos. São simplesmente verdades. A forma como exprimes a tua verdade é que interessa." A Paz esteja enraizada em ti...

17.4.05

Olhos

Sentimento cortez Que me trespaça a alma Quem cuida e acalma Tem um horizonte maior Certeza que se apraia E se instala Incerteza que sufoca Que não quer sair Olhar envolvente Que prende sempre Que doçura poderia ser Essa que tanto ardor provoca... Olhos que me prendem Com ternura bela Olhos que me têm Como preza numa tela!

31.3.05

Sete vidas

Tenho sete flores Numa jarra No meu quarto Só p'ra mim Só p'ra ti Só p'ra nós dois Tenho sete sonhos Numa caixa Bem guardada No meu peito Só p'ra mim Só p'ra ti Só p'ra nós dois Tenho sete chaves Escondidas Guardiãs das despedidas Prometidas, esquecidas, Incompreendidas Tenho sete nuvens coloridas De cores que não existem Que não são realidade Que são na totalidade Imaginação Tenho sete vidas Tantas coisas prometidas E todas quase esquecidas

Vais ter

Flutua, flutua Não recua, não recua Deixa-te ir Deixa-te andar Vais ver que vale a pena A escolha, a recolha Fraca, forte Longe da morte Desvairada, desalinhada Fica assim Não te deixes ir Por maus caminhos Sente o doce toque Do orvalho da manhã Vais quere-lo, vais te-lo Na palma da tua mão

Não me parece mal

Não me parece mal, Mas podia estar melhor. Não me parece bem, Mas podia estar pior Nessa loucura Que te apanha, Que te arranha. Deixas-te andar, Andas à procura Da ternura Que tenho para te dar

Começar de Novo

"O barro ao barro, o pó ao pó, a terra à terra, nada começa que não tenha de acabar, tudo o que começa nasce do que acabou" José Saramago in Evangelho Segundo Jesus Cristo

16.3.05

Novo aliado

A luz dos raios de sol Que me tocam a pele A leve frescura do orvalho da manhã O respirar de um novo dia O desejo de um novo caminho, Contínua certeza Que o amanhã É que é importante, Contínua vontade De me desprender do passado, De largar este coração Trespaçado, E encontrar um outro, Meu aliado...

24.2.05

Terei de morrer...

Um amigo é alguém que consegue tocar a tua alma, apenas com a ternura de um olhar... Mas tu foste mais longe, tocaste a minha alma, e não ficando contente com isso, quiseste ficar com ela! Eu deixei... e agora não és meu amigo, és parte intrínsseca do meu ser, da minha vida... Terei de morrer para me libertar dessa ternura, desse carinho absoluto que me prende ao teu ser, dessa imensa compreensão que sempre tives comigo, desse quente confortável do teu abraço... Terei de morrer, para renascer para uma nova vida, e deixar-te apenas tocar a minha alma só com o olhar, para não voltar a ficar presa a ti, para não voltar a sentir-me una contigo, um único ser... Terei de morrer... Para voltar a viver...

17.2.05

Loucura...

É a inevitável compreensão do sofrimento que me acompanha...

Outro mundo...

Estou a começar a ficar louca. E o que é a loucura? Estou a começar a entrar na minha insanidade, a descobrir um mundo que nunca pensei que existisse. Todos parecem indiferentes ao que se passa, é um grito abafado no meio de uma multidão surda, levada pela loucura que se diz normal, não louca. E todos os loucos caminham pensando que são normais... Entrei num mundo diferente que não conheço e parece estranho cheio de familiaridade, será que já cá estive? Procuro não pensar, apenas sentir, absorver cada emoção sem pensar se é boa ou má. Estou estranha, olho à minh volta, os mesmos lugares, o mesmo caminho, será que é necessário que se entenda tudo? Talvez, mas sinto que tentar entender esta loucura, torna ainda mais louca esta procura de normalidade num mundo tão anormal, tão desesperante. Sorrio, digo graças, passo mail algumas horas sozinha, e penso na reviravilta que se está a dar neste rodopio infinito que me faz balançar entre o conhecido e o novo, não entendo... Acordei diferente hoje, diferente de todos os dias que já passaram, será que o meu pedido se estará a realizar?Talvez, sinto que estou a mudar, mas não sei para onde me dirijo, nem o que me espera, nesta incansável correria de normalidade. Entrei num mundo diferente que me parece tão normal, o meu corpo não responde com normalidade, está diferente, o meu cérebro não consegue acompanhar a rapidez de tal viagem, entrei num estado desconhecido, estou a experimentar algo que não conheço e mesmo assim quero continuar a senti-lo, estarei eu a ficar louca? Sim! Mas é uma loucura que me faz sentir normal nesta insanidade comum. Estou diferente de todos à minha volta, estou dentro de mim mesma, numa espécie de mundo paralelo, debruçada na varanda, observando aqueles que se acham sãos e que nem pensam nas suas consequências, que nem refletem no sentido dos seus passos. Não sei para onde me dirijo, não vou à deriva, estou no comando do leme, mas pela primeira vez não tenho medo de chegar onde nunca estive. Vou sozinha mas confiante...

16.2.05

Momento de solidão

Sei que me amas, mas eu não te posso amar assim. Não te posso dar algo que não tenho para mim própria. Desculpa se alimentei qualquer tipo de esperança escondida, mesmo que reprimida. Gosto de ti? Sim! Mas não mais que isso. Não posso negar que estar na tua companhia me faz sentir bem, calma, alegre, mas não me faz sentir algo mais...

Se eu pudesse escolher neste momento? Bem, escolheria alguém que me amasse de verdade, como tu! Mas não posso! É algo que está para lá da compreensão absoluta de todo o ser, é algo que nada nem ninguém pode controlar...

Agora só quero estar assim, só quero ser eu, apenas. Estar comigo mesma e conhecer-me, saber onde caminho e porque escolhi esta direcção, quando todas as placas apontavam para a direcção contraria e eu mesmo assim escolhi a outra, dei o certo pelo incerto, e tenho que descobrir o que este caminho desconhecido ma trás...

Não sei quanto tempo estarei assim... o suficiente para estar atenta a qualquer chegada inesperada, o suficiente para conhecer como me fala o coração, e como me condiciona os movimentos adjacentes das emoções...

Tenho que partir, tenho! Preciso de ir para o meu lugar, o “Lugar da Paz”, mas sozinha...

Tenho que atravessar todo este deserto interior sozinha, para ganhar forças, para compreender o mundo que me rodeia, para entender o porquê de certas casualidades que me empurraram para este abismo do qual terei que encontrar uma saída, mas sozinha, sempre sozinha!

Momento de solidão! Não eterno, mas não demasiado efémero também... Momento de solidão pelo tempo que for necessário, para me descobrir e reconstruir tudo o que desmoronou, para descobrir Deus, e entender, talvez, o porquê de ter de sofrer tanto assim...

Ficarei “Só aqui... esperando mais um verão...” e quando ele chegar será uma nova vida, serei um outro eu, genuína, mas diferente. Diferente de todas as borradas que fiz, de todos os tropessões que dei, serei eu apenas, esperando que a esperança não desespere por esta espera desesperada, que me deixa louca neste mundo de insanidade, que me obriga a por a máscara do “Está tudo bem!”, para que ninguém me aborreça com perguntas. Mas serei sempre eu, no meu momento de solidão, mesmo que no meio da multidão...

(Sim! Este texto é para ti! Simba)

15.1.05

Prisão

Estou presa no linear da expressão, estou noutra dimensão. Qual animal disforme que me olha e acompanha nesta angústia de me tentar libertar destes grilhões sentimentais? Qual besta que me olha com com esses olhos de desespero perdido? Qual palavra que disseste e desfizeste todo o monumental castelo por nós construído, ficou tudo perdido... Estou. Fiquei desfasada da realidade, que violenta e lentamente me espanca, com pancadas doces, ténues pinceladas nos dias que passam taciturnos, com passos de desespero, perdidos na imensidão dos relógios controladores, ditadores das horas e das dores... Estou presa ao passado, já tão pensado, revisto, analisado. Demasiado triste, por todas as tristezas juntas, por todas as situações que gota a gota vão formando este oceano de preocupações, salpicado de esperanças frustradas... Estou presa. Prisioneira de mim mesma, desta alma "pegagenta" e viscosa que me faz arrastar pelos momentos, que me obriga a reviver todas as palavras, todos os locais, todas as outras vidas já vividas e revividas... Estou presa nesta desvairada atitude de te querer sem saber, desta compreensão lenta de inteligência apagada, presa neste buraco negro que me consome a cada dia, a cada hora, cada segundo; sugada em mim mesma, implodida, perdida no que não sei dizer, no que não sei explicar, no que não quero sentir, onde não quero ficar... E no final de tudo isto? Vejo a expressão de esperança, nos olhos de quem a procura.. E então a vida torna-se divina, mágica, apetecida como nunca! Trás um novo alento, um novo impulso, que te diz "Vai em frente, não te deixes ficar enterrada na banalidade desses momentos tão mesquinhos, tão incontroláveis, de desprezo intrínceco... E entao tudo é mais belo, mais transparente, mais fácil, mais apetecido, querido! Fica-se com a vontade de voar, de ir mais longe, e saboreia-se esse gostinho tão delicioso, tão doce... E pensa-se nas possibilidades infinitas de rematar aquilo que parecia perdido para sempre, de voltar a uma vida que se julgava perdida, descontrolada... É então que se pensa que realmente existe Deus, e que tudo faz sentido com Ele e com o seu Espírito de amor, que esta esperança maluca, desvairada, tem o seu toque de realidade e possibilidade... É então que o que parece impossível ganha um pouquinho de magia e torna-se tão possível como o próprio respirar...

11.1.05

Lá...

Lá onde tudo é mais transparente, Lá onde Deus se respira, É lá que te quero encontrar, No lugar da Paz...

25.12.04

Andante no tempo

Sentimento de contornos suaves, Violento me assaltou, Fiquei sem fôlego, Fiquei sem chão... Perdi meu coração.

Sentimento andante Destes anos passados. Sentimento guardado, Esquecido, desenterrado... Saltitante, Demais conhecido Nunca! Jamais esquecido!

Rio

Rio de nascente Presa no tempo, Sem saber onde nem quando... Rio de mil caminhos Corres p'ro mar sem saber, Sem conhecer... Nasceste no passado Corres para o futuro, Estás preso no presente Tão sozinho e carente... És suave e calmo, Dás-me paz e esperança Trazes contigo algo Que me ficou na lembrança... E mesmo sem te ver Sinto o que és para mim, Tens um porto seguro Tens um lugar, Tens uma eterna calma, Tens serenidade sem fim... Quero ver-te, Quero ter-te, Só para mim...

le papillon II

Tens ternura nas palavras, São como mel... Leves ternas, Entram na alma, Com a suavidade de quem não quer, De quem não sabe. Encontrei-te no acaso Do tempo desconcertado Dos momentos inevitáveis. Encontrei-te nesse mundo De magia que me encanta, Que me deixa sonhadora Perdida em mim mesma À procura da tua companhia...

23.12.04

Paixão

Das superfícies encantadas

Descobre-se a magia da pureza

Poeiras brilhantes que cobrem com natureza

Todos os sonhos escondidos.

Das caras se vêem corpos

Dos olhos, almas e corações.

De todos os mais bonitos

São os olhos da paixão...

Arrebatam e levam os corações

Rasgam e ferem de tanto ardor,

Que correspondido ou não,

Dá prazer, de tanta dor...

Dor que corre nas veias

Que faz estremecer a almas

Mas que é saciada

Com apenas um olhar!

Dor que estala de tanto doer,

Mas que no entardecer se saciada

Com apenas um sorriso!

Dor que rebenta

Como as ondas do mar...

Mas que se acalma

Com apenas um olhar...

A pensar em ti...

És tu quem me deixa o coração a explodir dentro do peito!

Mesmo depois deste tempo todo sem te ver, mesmo depois de me ter apaixonado por outros, continuo a perder a noção do tempo e do espaço só de olhar para ti... só de sentir a tua presença... Fico sem chão ao ouvir-te, perco o os sentidos por ver o teu sorriso... Do teu olhar sai um fogo que queima tão docemente, tão ardentemente...

Será verdade que depois de tanto tempo sem te ver possa sentir exactamente o mesmo? Nem um milímetro menos?

Parece parvoíce, parece tolice, volto a sentir-me adolescente, e nestas palavras isso reflecte-se... Talvez porque a maior parte dessa fase da minha vida a passei a pensar em ti...

É incrível a forma como o sinto, como o arrepio ainda paira desde a última vez que te vi...

Olho para ti e também não mudaste nada, continuas bonito, tão simpático, tão descontraído...

Mas também continuas longe... E esta saudade continua a gemer com vontade de te poder voltar a ver... E a alegria chora por não te poder ter...

Será que algum dia terei este tão querido prazer, esta alegria tão esperada de te poder ter?

22.12.04

A razão

Porque procuras tanto?

Se não sabes onde encontrar!

Porque choras tanto?

Se há tanto para não chorar...

O que paira sobre a razão

Trás esperança!

Faz com que tudo se torne mais belo!

Deixa entrar o apelo

Que grita dentro de ti!

E grita também esta razão de viver!

Este gemido que te faz mover...

Busca

Procuro-te em todo lado

E encontro-te em lugar nenhum

A tua presença é ausente

Mas torna-se companhia.

Dolorosa, impertinente saudade

Que no silencio da noite se torna

Ruído, tortura...

Eterna procura de vontade...

18.12.04

Pessoa

Pessoa caminhante

Andante deste mundo

Sem fundo...

Converge de passos perdidos

Com os sentimentos aturdidos

Do rebuliço de emoções

Pessoa...

Pessoa de mil faces

Pessoa de mil almas

Pessoa sem destino

Calma revoltada

De mundo perdido

17.12.04

Espero-te

Espero-te pacientemente.

Espero que me vejas,

Que me olhes de forma diferente.

Espero todos os dias,

Espero todas as noites.

Espero...

Espero por tudo,

Espero pelo passado que passou,

Espero pelo futuro que virá...

Espero com todas as vidas...

Epero tanto

Que o próprio tempo espera comigo,

Fico sautrada desta espera,

Mas o certo é que não sei não esperar,

Por isso espero por ti,

Até que esta espera desesperada se canse,

E acabe por deixar de se esperar por ela própria...

Realidade

Acordei...

Acordei desesperada, saturada de mim mesma, de todas as coisas qua já fiz...

Acordei noutra dimensão, uma dimensão que me deixa extasiada, cansada, desnaturada...

Acordei hoje para a realidade que me consome, e faz com que tudo se torne demasiado real...

Acordei de uma forma estranha para estas estranhezas da vida.

Descobri que sou diferente e que ninguém se apercebe deasta diferença desenfriada que grita em sussurros ofegante, para que se repare nela. Niguém vê, ninguém entende, ninguém se surpreende. Não quero surpreender, não quero revoltar nem revolver o mundo de ninguém, só quero ser vista e compreendida...

Acordei. E ninguém acordou comigo, tento acordar alguém mas toda a gente está tão viciada neste sono, que ninguém quer sair dele...

Sei tanta coisa, sinto tantas coisas, tenho vontade de gritar para que entendam que este mundo não é esta rotina em que todos cairam e não saiem dela. Andam pelas ruas parecendo almas penadas, controladas pelo tempo. E sentem-se felizes assim... Enganam-se a elas próprias que só pode ser assim e que é bom ser assim... Mas não é...

Ninguém repara, ninguém olha, ninguém vê, ninguém se apercebe de nada...

Não fosse eu...

Não fosse eu estar já apaixonada e paixonava-me por ti...

Não fosse eu querer alguém e querer-te-ia...

Não fosse eu egoista e dar-te-ia tudo o que tivesse...

Não vivesse eu neste meu mundo e teriamos um mundo só nosso...

Não fosse eu própria e seria alguém para ti...

Não fosse eu esta pessoa deambulante e parava, contigo...

Não fosse eu solitária e teriamos o nosso tempo...

Não fosse eu sonhadora e viveriamos a nossa realidade...

Não fosse eu assim e terias alguém de verdade...

A ti!

À serenidade que trazes dentro de ti,

A essa calma envolvente!

A essa vontade que passas,

A esta vontade de ter-te!

Alma colorida e transparente,

Beijo doce e envolvente...

Calma estranha que me apanha,

E me deixa estranha...

A esses teus olhos cor de mel,

Doces como o céu!

A esse teu sorriso de encanto

Que me prende tanto.

A esse teu mundo,

A ti, a tudo que me dás.

A tudo que há em ti

À alegria que me trás!

14.12.04

Há dias

Há dias em que não acordo

E deixo-me sucumbir

Á força dos pensamentos.

Há dias em que fico dormente

Neste sonho, que me envolve

E revolve a alma.

Há dias que penso em tudo,

Há dias que penso em nada.

Há dias de tortura,

Há dias de felicidade.

Há dias que fico a fitar-te,

Sozinha comigo mesma,

Sentada nesta escuridão,

Perdida nesta imensidão...

À procura! À espera,

Que me estendas a mão...

9.12.04

Por entre nevoeiros descomprimidos

Saltitam loucos de prazer

Os turbilhões de sensações.

Sufocam este grito

Que salta das entranhas

E fazem estanhas

As cumplicidades apropriadas

Esquecem esta loucura

Aumentam a tremura das mãos

Esticam a alma até rebentar

Torcem os corações descontrolados

Ficam estendidos

Esquecidos

No meio do nada...