29.1.14
26.1.14
Quebramos os dois
Era eu a convencer-te de que gostas de mim,
Tu a convenceres-te de que não é bem assim.
Era eu a mostrar-te o meu lado mais puro,
Tu a argumentares os teus inevitáveis.
Tu a convenceres-te de que não é bem assim.
Era eu a mostrar-te o meu lado mais puro,
Tu a argumentares os teus inevitáveis.
Eras tu a dançares em pleno dia,
E eu encostado como quem não vê.
Eras tu a falar p'ra esconder a saudade,
E eu a esconder-me do que não se dizia.
E eu encostado como quem não vê.
Eras tu a falar p'ra esconder a saudade,
E eu a esconder-me do que não se dizia.
Afinal...
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois...
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois...
Desviando os olhos por sentir a verdade,
Juravas a certeza da mentira,
Mas sem queimar de mais,
Sem querer extingir o que já se sabia.
Juravas a certeza da mentira,
Mas sem queimar de mais,
Sem querer extingir o que já se sabia.
Eu fugia do toque como do cheiro,
Por saber que era o fim da roupa vestida,
Que inventara no meio do escuro onde estava,
Por ver o desespero na cor que trazias.
Por saber que era o fim da roupa vestida,
Que inventara no meio do escuro onde estava,
Por ver o desespero na cor que trazias.
Afinal...
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois...
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois...
Era eu a despir-te do que era pequeno,
Tu a puxares-me para um lado mais perto,
Onde se contam histórias que nos atam,
Ao silêncio dos lábios que nos mata.
Tu a puxares-me para um lado mais perto,
Onde se contam histórias que nos atam,
Ao silêncio dos lábios que nos mata.
Eras tu a ficar por não saberes partir,
E eu a rezar para que desaparecesses,
Era eu a rezar para que ficasses,
Tu a ficares enquanto saías.
E eu a rezar para que desaparecesses,
Era eu a rezar para que ficasses,
Tu a ficares enquanto saías.
Não nos tocamos enquanto saías,
Não nos tocamos enquanto saímos,
Não nos tocamos e vamos fugindo,
Porque quebramos como crianças.
Não nos tocamos enquanto saímos,
Não nos tocamos e vamos fugindo,
Porque quebramos como crianças.
Afinal...
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois...
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois...
É quase pecado que se deixa.
Quase pecado que se ignora.
Quase pecado que se ignora.
Toranja
22.1.14
Felicidade
"Todos os dias vou adormever aqui, a ouvir-te respirar. Todos os dias vou acordar aqui, a ouvir-te respirar. E a felicidade existe. Ouvir-te respirar é a prova de que a felicidade existe."
'In Sexus Veritas' - Pedro Chagas Freitas
20.1.14
Podia
Podia ter-me esquecido das tuas mãos
No entanto elas, aqui
tão cheias de mim como dantes
Podiam-se ter libertado desta pele pegajosa
que as colacam no corpete asfixiante
No entanto elas, aqui
tão presas como dantes
Podiam ter deixado de me cheirar
este cheirio que fica
No entanto elas, aqui
tão profundamente embriegadas neste aroma
19.1.14
Tu lhes dirás
"Tu lhes dirás, meu amor, que nós não existimos.
Que nascemos da noite, das árvores, das nuvens.
Que viemos, amámos, pecámos e partimos
Como a água das chuvas.
Tu lhes dirás, meu amor, que ambos nos sorrimos
Do que dizem e pensam
E que a nossa aventura,
É no vento que passa que a ouvimos,
É no nosso silêncio que perdura.
Tu lhes dirás, meu amor, que nós não falaremos
E que enterrámos vivo o fogo que nos queima.
Tu lhes dirás, meu amor, se for preciso,
Que nos espreguiçaremos na fogueira."
Ary dos Santos
10.1.14
Como sempre foi
Existia sempre tão boa medida, como remédio, e os seus olhos procuravam-na, mesmo sem saber de onde nem de quando a encontraria.
Eram assim os seus dias: a procurar por ela, que sempre viria, mas que nunca chegava.
E por agora, soltava o grito mudo que nunca saía e o estrangulava a cada hora que passava.
Deixaste a fasquia muito alta, sabes. Como será agora que não te vou ter mais.
Será como sempre foi, um dia igual ao outro, e a todos os que já passaram, os que hão de vir, serão como os que já foram, sem mim.
O que não tem remédio, remediado está, pensava. Agora é continuar como sempre fui, e como sempre vou ser. Agora é continuar como sempre serei e continuarei. Não vou desistir de te procurar, nem que seja dentro das memórias, nem que seja dentro dos teus olhos que já não vejo. Vou continuar a procurar-te, e vou continuar a encontrar-te no ponto em que esta corda se esticou, neste ponto profundo do meu peito, que quase rasgado ainda te puxa.
Agarrou na corda e puxou-a com força, toda a que conhecia de si, dos seus braços fortes de marinheiro. O barco aproximou-se flutuando, entrou. Pegou nos remos e remou para longe, para onde ninguém o pudesse ver. Para onde pudesse sozinho e com ela, aprecisar aquele por do sol, o deles.
9.1.14
L'important C'est La Rose
"Toi qui marches dans le vent
Seul dans la trop grande ville
Avec le cafard tranquille du passant
Toi qu'elle a laissé tomber
Pour courir vers d'autres lunes
Pour courir d'autres fortunes,
L'important...
L'Important C'Est La Rose
L'Important C'Est La Rose
L'Important C'Est La Rose
Crois-moi
Toi qui cherches quelque argent
Pour te boucler la semaine
Dans la ville tu promènes ton ballant
Cascadeur, soleil couchant
Tu passes devant les banques
Si tu n'es que saltimbanque,
L'important...
Toi, petit, que tes parents
Ont laissé seul sur la terre
Petit oiseau sans lumière, sans printemps
Dans ta veste de drap blanc
Il fait froid comme en Bohême
T'as le coeur comme en carême,
Et pourtant...
Toi pour qui, donnant-donnant,
J'ai chanté ces quelques lignes
Comme pour te faire un signe en passant
Dis à ton tour maintenant
Que la vie n'a d'importance
Que par une fleur qui danse
Sur le temps... "
8.1.14
Medo
"Quem dorme à noite comigo
É meu segredo,
Mas se insistirem, lhes digo,
O medo mora comigo,
Mas só o medo, mas só o medo.
Mas se insistirem, lhes digo,
O medo mora comigo,
Mas só o medo, mas só o medo.
E cedo porque me embala
Num vai-vem de solidão,
É com silêncio que fala,
Com voz de móvel que estala
E nos perturba a razão.
Num vai-vem de solidão,
É com silêncio que fala,
Com voz de móvel que estala
E nos perturba a razão.
Gritar quem pode salvar-me
Do que está dentro de mim
Gostava até de matar-me,
Mas eu sei que ele há-de esperar-me
Ao pé da ponte do fim."
Do que está dentro de mim
Gostava até de matar-me,
Mas eu sei que ele há-de esperar-me
3.1.14
Legend of the Pheonix
From the ashes I raise again
With a new beginning from within
Looking to the wrong side I was
But now I know
Witch path to take
From the lights above I see
From the sun shining on me
Now I know they'll guide me home
And all the wounds will close
And all the blood will return to the heart
And the beat will take me further
2.1.14
Six Word Story
Happiness, dancing all night with you.
27.12.13
Loucura Renovada
E a Loucura fez-se a si própria
Construiu-se e renasceu
Apoderou-se dela
Tomou-a por completo
Repleta de insanidade
No clarear da realidade
Tentou tomar novo corpo
Fez de mil formas a sua
Sugou a sensatez
E voltou a erguer-se
Sob a sua podre imponência
16.12.13
Não há quem
Não há quem me leia, mas continuo a escrever.
Sou poetisa das sombras, continuo aqui mesmo sem me ver.
Não há quem me leia, mas continuo a dizer,
Se algum dia as encontrarem,
Estarão aqui para se beber.
Não há quem me leia, mas continuo a cantar,
Talvez a melodia tenha mais força para voar.
Não há quem me leia, mas continuarei a deixar,
Que estas palavras me saiam
E me fujam sem nunca mais as abafar.
Não há quem me leia, mas continuarei,
Até que a mão me pare, e a respiração se cale.
Então nesse dia, talvez alguém me vá escolher.
12.12.13
10.12.13
A Teia
Fiquei colado na tua teia. Mexo-me e remexo-me, volto e reviravolto, e nada, não me liberto de ti. Montaste a teia e apanhaste-me distraído, e eu caí.
E agora, que faço.
Vou tecer uma teia também para te agarrar, e vou-te prender mais do que me prendeste a mim. Vou enrolar essa teia nesta que me prende e serás prisioneira comigo.
Six Word Story
Shocking day was, nothing else remained.
18.11.13
Solidões
Olhos brilhantes, cabelos ao vento, nada mais importava.
Se os sonhos fossem todos assim, se a vida fosse toda assim, mas não, a vida é dura, tão dura que ás vezes nos sentimos como se tivéssemos ido contra o muro, ou ás vezes sentimos que somos também nós um muro.
Fechou-se como uma ostra ao primeiro toque, apertou-se em si, e não se mexeu mais, a ver se nada acontecia, estava já tão confortável dentro daquela casquinha, que qualquer tentativa, mesmo que bondosa, de qualquer proximidade a faziam retrair-se. Preferia estar sozinha, ficar sozinha, umas horas acompanhada eram o suficiente.
Tinha-se habituado à solidão do coração, era mais confortável assim, sofria menos assim. Aconchegava-se naquele manto, e deixava-se ficar na esperança de não ser perturbada.
Naquele dia, naquele dia tudo mudou, naquele dia a concha não teve a mesma força, naquele dia a solidão pareceu-lhe menos confortável, e os seus olhos brilharam.
Talvez um dia, pensou ela, talvez um dia eu consiga...
14.11.13
(Re)Começos
Tudo ja tinha sido previsto, ela já o tinha enfrentado. E não fora de agora não, já o tinha feito antes, continuava a fazê-lo, por ela, por todos, mas principalmente por ela, por si mesma, e pelo seu amor próprio.
Desejava um novo começo, apagar o que aconteceu seria a prioridade, E ele vai ter de se por nos eixos, rédea curta, rédea curta, que estes marinheiros gostam tanto de alto mar como de mocinhas ingénuas e frágeis. Sim, rédea curta, que o que é meu é meu, e não será de mais ninguém.
Os olhos brilhavam, a brisa tocava-lhe o rosto, uma nova esperança renascia.
Sorte
Ama-me a verdade e não me deixes cair na morte, que dessa sorte todos teremos um dia.
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