30.7.13
Privilégios
Chuva
No início era o verbo
Olá.
29.7.13
Âncoras
28.7.13
27.7.13
Desconhecidos
16.4.13
Adeus
21.3.13
Tempo dissolvido
Contam-se os minutos
9.3.13
Não te ponhas ao nível das outras pessoas
Deixa-me ver-te assim como és
Não te escondas por trás da normalidade
fingida da massa cinzenta que se move
todos os dias mecanicamente
Não te movas assim
move-te como és
Tu!
Não te ponhas ao nível das outras pessoas
Não te tornes igual a todos os iguais
Sê assim,
Simples,
Tu!
Não te tornes normal como as outras pessoas
Não sejas apenas mais um número,
Sê assim na tua loucura
que abraças com esse sentido
de quem sabe quem é
Deixa que a tua loucura
seja o vento que dirige as tuas velas
Deixa que essa loucura
seja o barco que navegas
Deixa que essa loucura
se manifeste
E que nessa loucura
sejas tu,
Mais tu do que algum dia foste,
mais verdadeiro e fiel
que algum dia conheceste
E sê assim todos os dias
para que no fim possas dizer
Valeu a pena navegar
Valeu a pena içar as velas
e conhecer este mar...
27.2.13
Das sombras fervor
Sobre as sombras
Sobre o Luar
Há luzeiros de esperança
Há sempre um olhar
E a sinergia entre os amantes
Intensifica a ilusão de haver tempo
O espaço dissolve-se na madrugada
E a luz transforma o sonho
em pura realidade
Qual dor insignificante
teria a força de os (re)unir
Nada, mas nada
sobreporia o tremor
da fogueira
do fervor...
25.2.13
Sonho
E veio o sonho,
Juntou-se a eles
E embalou no seu doce cantar
Deixou cair o seu manto suave
Aconchegou os pensamentos e as vontades
Misturou tristezas e alegrias
E criou
Fez nascer o momento infinito
Onde poderam sempre voltar
Aquele mundo perfeito
Cheio de eternidade
Cheio de saudade
Fugaz parece sempre
Mas eterno permanece
Em ambos
Como marca cravada
A ferro em brasa
22.2.13
Síndrome Amor
Na rua da solidão
O tempo parou
Só as horas te abafam
Na confusão dos que correm
Correndo pela milionésima vez
Todos os passos trespassados
Da realidade da imensidão
Chegas a casa descansado
Trespassado pela solidão
Sentes o coração a saltitar
A palpitar por tudo o que respiras
E ficas sustentado, assustado
E sem saber o que fazer
Suspiras…
É o síndrome amor
É o que te causa essa dor
A dor que não queres deixar de sentir
É o síndrome paixão
Que te consome na solidão
E te deixa com vontade de fugir
Sentes o fogo a arder lentamente
Na consistência dessa sensação
Verdade, saudade, audiência surda
Que procuras sem saber por onde vais
É o síndrome amor
É o que te causa essa dor
A dor que não queres deixar de sentir
É o síndrome paixão
Que te consome na solidão
E te deixa com vontade de fugir
20.2.13
Prisioneiro
Soltou-se o grito
Fugiu o silêncio
De longe as dores
Observam
Silenciosas e pequenas
Que o tempo é caprichoso!
Não há espaço
Não há brisa que me leve.
O olhar ficou ancorado
no momento de solidão asfixiante
Ardente, espectante!
Ininterruptamente
Procurando pelos olhares
que deles os deixaram presos
E este sólido luar
prende-me aqui
E não me deixa partir
Não me deixa
prende-me neste lugar
22.2.10
Children from the Stars
From the stars alone
from above i came
from the heart of a different ocean..
child of the stars they say..
i am, i am
child from the sky
above, blue and grey hopes
many different worlds
parallels from the consciousness
simplifying your attitude..
and staying behind this mask of darkness..
hiding the light that comes within the heart
warrior of the light
messenger of hope
24.9.09
O dia amanheceu em paz
O dia amanheceu em paz
e a estrutura oscilante permaneceu
completa
Intercalada pelos raios da vontade de adiantar
aquela leveza de ser
Pela concordância das palavras
intermitentes
persistentes
Continuamente alucinadas
Embebidas na escuridão das incertezas
Acordadas na claridade das ideias
Continuamente aqui
Assim
Sempre
Continuamente
Completamente
Adormecido no reconhecimento
Acordado no entorpecimento do calor interno
A noite passou e
o dia amanheceu em paz…
photo by Filipe Ferreira
3.8.09
26.7.09
Pendente
Suspensa no ar denso da memória
a história passa
mostra as palavras,
escravas
os sonhos envolvem
em veludo
os pensamentos,
arranham os sentimentos
gritam das entranhas
as vitórias
esquecidas
enterradas na escuridão
dos entretantos
pontapeando-se entre olhares
lá está
apreciando cada momento
visualisando o entendimento
já nada faz sentido
em volta fica escuro
á frente nada
tudo se esconde
e puro fica
descansando
photo by Pedro Pinto
30.6.09
Blood on the dance floor - Michael Jackson
She got your number
She know your game
She put you under
It's so insane
Since you seduced her
How does it feel
To know that woman
Is out to kill
Every night stance is like takin' a chance
It's not about love and romance
And now you're gonna get it
Every hot man is out takin' a chance
It's not about love and romance
And now you do regret it
To escape the world I've got to enjoy that simple dance
And it seemed that everything was on my side
(Blood on my side)
She seemed sincere like it was love and true romance
And now she's out to get me
And I just can't take it
Just can't break it
Susie got your number
And Susie ain't your friend
Look who took you under
With seven inches in
Blood is on the dance floor
Blood is on the knife
Susie's got your number
And Susie says its right
She got your number
How does it feel
To know this stranger
Is out to kill
She got your baby
It happened fast
If you could only
Erase the past
Every night stance is like takin a chances
It's not about love and romance
And now you're gonna get it
Every hot man is out takin' a chance
It's not about love and romance
And now you do regret it
To escape the world I got to enjoy this simple dance
And it seemed that everything was on my side
(Blood on my side)
It seemed sincere like it was love and true romance
And now she's out to get me
And I just can't take it
Just can't break it
Susie got your number
And Susie ain't your friend
Look who took you under
With seven inches in
Blood is on the dance floor
Blood is on the knife
Susie got your number
You know Susie says its right
Susie's got your number
Susie ain't your friend
Look who took you under
She put seven inches in
Blood is on the dance floor
Blood is on the knife
Susie's got your number
Susie says its right
It was blood on the dance floor
(blood on the dance floor)
It was blood on the dance floor
(blood on the dance floor)
It was blood on the dance floor
(blood on the dance floor)
It was blood on the dance floor
(blood on the dance floor)
And I just can't take it
The girl won't break it
Ooo...
8.6.09
Perdida
Impludo
Expludo
Procuro
Rebusco
Já perdida
Vazia
De tudo
Onde está
Onde encontrei
Onde procurei
Quando farei
Tudo de novo
Quando
5.6.09
Reflexo de Poeta
Se a poesia reflecte
a alma do poeta,
que reflexo será o meu
Será esse reflexo
o verdadeiro,
ou apenas a consequência
das palavras escorridas, perdidas.
Será o reflexo que procuro,
ou aquele que expurgo,
aquele que se torna no meu exorcismo.
Será o reflexo
do pensamento ou do sonho,
será ele verdadeiro
ou apenas uma miragem…
photo by Sara Sa
4.6.09
Há tantas coisas em terra
Há tantas coisas no mar
E as minhas onde ficam
em que lugar
Para que lado vou remar
Quando
Para que busca vou olhar
Como
Para que sentido me dirijo
entretanto
Para que passos guardo energia
Não sigo para além
e busco lugar nenhum
aquele em que me encontro
naquele em que te vejo
Sigo sempre sem saber
e agora
Sigo sempre sem entender
E por ora
quais e quantos mais
terei de ver
Quantas almas mais
perdidas
Quantas tristezas mais
terei eu que mastigar
Engolir
Digerir
Quantos caminhos mais
terei eu
Quantas buscas, quais
perdidas em si
por elas mesmas
Caminho redondo
enfrenta-me
Caminho fechado
Vou para lugar nenhum
para lá te encontrar
uma vez mais…
2.6.09
Dor
É inevitável que caia no nosso colo,
é inevitável que a recebamos
nas profundezas do nosso ser
e a encarnemos…
É inevitável…
E a fome, essa
fica noutra dimensão
é outra
O buraco negro
O peso
O obscuro incontornável
que envolve
a luta desenfreada para entender
… a dor…
E a esperança
que esta desapareça um dia
é inevitável
não desaparece
apenas vai e vem
num pulsar arritmado
sem ponto
nem condução
é a dor
que transforma
que cria
é a dor
a nossa cruz
..o nosso caminho..
A dor…
…essa.. dor..
… essa… que não desaparece…
… nunca…












