28.2.14
27.2.14
Away it goes
Requesting some stupid issues
Alone just for some moments
There is something you don't know
(Let it go)
Away it goes
No matter what
(You know)
Saving some light inside
Alone just for some moments
There is something you can't see
(let it go)
Smothering some anger
Alone just for some moments
There is something you don't know
I won't accept it
...you can't see (the light)
(so let it go)
I'm not yours
I'm no ones
I'm me, myself
Away it goes
No matter what
(You know)
13.2.14
Nada de mim
Retiro todos os pontos e notas.
Não, não há nada de mim aqui.
Vou ali e já volto,
ao lugar onde me encontro sempre,
é sim, é lá
não é aqui.
Retiro, não,
não retiro.
não está nada de mim aqui
por isso não retiro.
volto a ecrever e reescrever,
não há nada de mim aqui,
apenas lá,
onde o lugar é só meu.
tu sabes onde sou eu.
é lá, no nosso lugar,
onde só tu me sabes encontrar.
11.2.14
Essa miúda
Essa miúda é uma fogueira
Que te acende as noites em qualquer lugar
E tu desejas arder com ela
Enquanto bebes o perfume
Que ela deita nos seus trapos de cor
Para te embriagar
Que te acende as noites em qualquer lugar
E tu desejas arder com ela
Enquanto bebes o perfume
Que ela deita nos seus trapos de cor
Para te embriagar
Essa miúda é um exagero
Diz que sem ti não sabe voar
Mas tu adoras voar com ela
Enquanto inventas espaços novos
Ela vai arquitetando uma teia
P´ra te aconchegar
Diz que sem ti não sabe voar
Mas tu adoras voar com ela
Enquanto inventas espaços novos
Ela vai arquitetando uma teia
P´ra te aconchegar
Essa miúda faz-te acreditar
Que o sol é um presente
Que a aurora trás
Principalmente p´ra ti
Que o sol é um presente
Que a aurora trás
Principalmente p´ra ti
Essa miúda é uma feiticeira
Prende-te a mente e põe-se a falar
E tu bem tentas compreende-la
Mas o que sai da sua boca
Não parece condizer com o que ela
Te diz com o olhar
Prende-te a mente e põe-se a falar
E tu bem tentas compreende-la
Mas o que sai da sua boca
Não parece condizer com o que ela
Te diz com o olhar
Essa miúda faz-te acreditar
Que o sol é um presente
Que a aurora trás
Principalmente p´ra ti
Que o sol é um presente
Que a aurora trás
Principalmente p´ra ti
Jorge Palma
10.2.14
Primavera
Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
E sei dos teus erros
Os meus e os teus
Os teus e os meus amores que não conheci
Somente só
A sós contigo assim
E sei dos teus erros
Os meus e os teus
Os teus e os meus amores que não conheci
Parasse a vida
Um passo atrás
Quis-me capaz
Dos erros renascer em ti
Um passo atrás
Quis-me capaz
Dos erros renascer em ti
E se inventado, o teu sorriso for
Fui inventor
Criei um paraíso assim
Fui inventor
Criei um paraíso assim
Algo me diz que há mais amor aqui
Lá fora só menti
Eu já fui de cool por aí
Somente só, só minto só
Lá fora só menti
Eu já fui de cool por aí
Somente só, só minto só
Hei-de te amar, ou então hei-de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz....
Mesmo assim, quero ver te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz....
Se há tulipas
No teu jardim
Serei o chão e a água que da chuva cai
Para te fazer crescer em flor, tão viva a cor
Meu amor eu sou tudo aqui...
No teu jardim
Serei o chão e a água que da chuva cai
Para te fazer crescer em flor, tão viva a cor
Meu amor eu sou tudo aqui...
Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
Não sou tão só, somente só
Somente só
A sós contigo assim
Não sou tão só, somente só
Hei-de te amar, ou então hei de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver-te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz
Mesmo assim, quero ver-te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz
Hei-de te amar, ou então hei de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver-te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz
Mesmo assim, quero ver-te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz
Hei-de te amar, ou então hei de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver-te sorrir...
E se perder, vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz....
Mesmo assim, quero ver-te sorrir...
E se perder, vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz....
The Gift
7.2.14
A Paz
Não há mais lugar algum, em que te encontre.
Dentro de mim reside apenas a lembrança
A paz, ficou por lá.
Retornará quem sabe
Aos espíritos destemidos que por ela se foram
6.2.14
Fundo
Não respiro.
Desde aquele dia que não respiro, aquele respirar fundo, aquele alívio. Os meus pulmões ficaram presos, não se abrem. E esta corda, tão esticada, que faz doer tanto.
Já não consigo ir à tona, continuo a descer até ao fundo deste mar que navegamos, o oxigenio é tão escasso. Que pedaço de dor deixaste comigo, a pior talvez, a pior dor que tínhamos, deixaste-a comigo, e ela pesa, e arrasta-me para o fundo, continua a afundar-me neste naufrágio inevitável.
Ah, que alívio. E respiravas fundo como se tivesses nadado até mim sem botija. Este aperto que só passa quando sinto o teu peito no meu, dizias. Era quase como se houvesse uma necessidade descontrolada de nos fundirmos.
Só alivia quando mergulho em ti, quando abres as portas da tua alma e me deixas entrar, para esse lugar, que só eu conheço, que nunca ninguém viu, nem vai ver, porque eu tenho as chaves, apenas eu consigo abrir essas portas. E estas chaves vão comigo, enquanto continuo em direcção ao fundo, cada vez mais, mais fundo.
Vou até ao fundo mais profundo, para deixar lá estas chaves, e vou voltar à tona para respirar, agarrar a bóia que me espera, e chegar ao porto seguro que me aguarda.
Não voltarei àquele lugar, nem eu, nem ninguém, pois essas portas só eu as abro, só eu sei como, só eu sei onde elas estão.
4.2.14
Lugar nenhum
Não vou a lugar nenhum
vou ficar aqui na minha solidão
até acordar deste sonho vagabundo
Não vou andar por aí
não sei por onde ir
vou ficar aqui na minha escuridão
até que algo me faça ver
se ainda existe luz
Não vou a lugar nenhum
vou ficar aqui no quente do meu coração
(solitário coração)
e ver o tempo a passear
lá longe
de mim
Não vou a lugar nenhum
vou ficar calma e quieta
até conseguir acordar
31.1.14
Que assim seja
Nas tuas mãos me entrego oh Pai.
E que assim seja, agora e sempre
Que a Tua vontade se cumpra
A cada dia e a cada noite
Perdoai-lhes e perdoai-nos
pois não sabemos o que fazemos
Pois que este mundo em que vivemos
É mundo cão
e nele todos os dias nos perdemos
30.1.14
Só mais uma vez
Naquele momento
Em que os teus olhos
Tocaram os meus
Sinto a tua pele mais uma vez
O teu cheiro entranha-se no meu corpo
Respiro-te, inspiro-te
Absorvo tudo o que deixas ficar
Fecho a porta e tu permaneces
O teu toque
O teu olhar.
Nos lençóis ainda te sinto
Fecho os olhos e ainda te oiço
Respiro fundo e o teu perfume
Trás-te de volta
Só mais uma vez.
E deixo-me ficar
Enroscada no teu regaço
Ate que a noite me leve
Para onde tu me quiseres
Só mais uma vez.
29.1.14
Não, isto não é um poema
Não, isto não é um poema,
é apenas a minha ânsia de te sentir mais perto.
Talvez escrevendo-te te consiga trazer de volta.
A cama ainda estava desfeita,
o teu cheiro, ainda o sinto,
ficou agarrado aos cobertores.
No meu corpo ainda sinto o que ficou do teu toque,
do teu beijo,
da tua língua...
o teu cheiro, ainda o sinto,
ficou agarrado aos cobertores.
No meu corpo ainda sinto o que ficou do teu toque,
do teu beijo,
da tua língua...
E escrevo-te,
escrevo-te para não enlouquecer de saudades.
Escrevo-te para chegar até ti pelas palavras.
Na esperança que elas te levem o vazio que ficou no meu peito,
e que o possas preencher com o meu coração,
sim o meu coração que levaste contigo,
quando te foste.
escrevo-te para não enlouquecer de saudades.
Escrevo-te para chegar até ti pelas palavras.
Na esperança que elas te levem o vazio que ficou no meu peito,
e que o possas preencher com o meu coração,
sim o meu coração que levaste contigo,
quando te foste.
Ocupo-me de afazeres,
que por bem ou mal ainda são alguns,
e ajudam-me a passar esta espera de ti.
Mas desespero,
óh como desespero com este tique taque interminável
enquanto não chegas outra vez...
que por bem ou mal ainda são alguns,
e ajudam-me a passar esta espera de ti.
Mas desespero,
óh como desespero com este tique taque interminável
enquanto não chegas outra vez...
Eu sei, eu sei,
uma exagerada eu sei
Mas é como tu dizes,
quero muito, sim quero-te muito, a ti;
sinto muito,
sim, sinto muito a tua falta,
saudades,
tantas que elas são.
uma exagerada eu sei
Mas é como tu dizes,
quero muito, sim quero-te muito, a ti;
sinto muito,
sim, sinto muito a tua falta,
saudades,
tantas que elas são.
E onde estarás tu agora...onde estas tu e para onde me levaste?
Luto
Se esticar mais
Vai-se partir
Esta corda de aço
Vai-se partir
Se puxares mais
Eu vou morrer
Esta corda de aço
Vou morrer
Ainda me dóis no peito
Sinto quando me pensas
Fazes-me esta tortura
Deixas-me em ponto de loucura.
E vais como quem não sabe,
o que provoca esta saudade
Não a quero, não a quero!
Se esticar mais
Vai doer
Esta corda de aço
Vai doer
Se puxares mais
Eu vou desaparecer
Esta corda de aço
Vou desistir
Rebenta sempre a dor
e arde ainda esta chama
que te queima
no meu peito,
que atormenta os dias
que não passam
que me arrastam
Ferido ardor
nas nossas almas
as promessas de voltar.
E arde ainda esta chama
que te queima
no meu peito,
que atormenta os meus dias
que não passam
que me arrastam
Se esticar mais
Vai-se partir
Esta corda de aço
Vai-se partir
Se puxares mais
Eu vou morrer
Esta corda de aço
Vou morrer
Não vou ficar
Nem mais um minuto.
Estou de luto,
Estou de luto.
26.1.14
Quebramos os dois
Era eu a convencer-te de que gostas de mim,
Tu a convenceres-te de que não é bem assim.
Era eu a mostrar-te o meu lado mais puro,
Tu a argumentares os teus inevitáveis.
Tu a convenceres-te de que não é bem assim.
Era eu a mostrar-te o meu lado mais puro,
Tu a argumentares os teus inevitáveis.
Eras tu a dançares em pleno dia,
E eu encostado como quem não vê.
Eras tu a falar p'ra esconder a saudade,
E eu a esconder-me do que não se dizia.
E eu encostado como quem não vê.
Eras tu a falar p'ra esconder a saudade,
E eu a esconder-me do que não se dizia.
Afinal...
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois...
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois...
Desviando os olhos por sentir a verdade,
Juravas a certeza da mentira,
Mas sem queimar de mais,
Sem querer extingir o que já se sabia.
Juravas a certeza da mentira,
Mas sem queimar de mais,
Sem querer extingir o que já se sabia.
Eu fugia do toque como do cheiro,
Por saber que era o fim da roupa vestida,
Que inventara no meio do escuro onde estava,
Por ver o desespero na cor que trazias.
Por saber que era o fim da roupa vestida,
Que inventara no meio do escuro onde estava,
Por ver o desespero na cor que trazias.
Afinal...
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois...
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois...
Era eu a despir-te do que era pequeno,
Tu a puxares-me para um lado mais perto,
Onde se contam histórias que nos atam,
Ao silêncio dos lábios que nos mata.
Tu a puxares-me para um lado mais perto,
Onde se contam histórias que nos atam,
Ao silêncio dos lábios que nos mata.
Eras tu a ficar por não saberes partir,
E eu a rezar para que desaparecesses,
Era eu a rezar para que ficasses,
Tu a ficares enquanto saías.
E eu a rezar para que desaparecesses,
Era eu a rezar para que ficasses,
Tu a ficares enquanto saías.
Não nos tocamos enquanto saías,
Não nos tocamos enquanto saímos,
Não nos tocamos e vamos fugindo,
Porque quebramos como crianças.
Não nos tocamos enquanto saímos,
Não nos tocamos e vamos fugindo,
Porque quebramos como crianças.
Afinal...
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois...
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois...
É quase pecado que se deixa.
Quase pecado que se ignora.
Quase pecado que se ignora.
Toranja
22.1.14
Felicidade
"Todos os dias vou adormever aqui, a ouvir-te respirar. Todos os dias vou acordar aqui, a ouvir-te respirar. E a felicidade existe. Ouvir-te respirar é a prova de que a felicidade existe."
'In Sexus Veritas' - Pedro Chagas Freitas
20.1.14
Podia
Podia ter-me esquecido das tuas mãos
No entanto elas, aqui
tão cheias de mim como dantes
Podiam-se ter libertado desta pele pegajosa
que as colacam no corpete asfixiante
No entanto elas, aqui
tão presas como dantes
Podiam ter deixado de me cheirar
este cheirio que fica
No entanto elas, aqui
tão profundamente embriegadas neste aroma
19.1.14
Tu lhes dirás
"Tu lhes dirás, meu amor, que nós não existimos.
Que nascemos da noite, das árvores, das nuvens.
Que viemos, amámos, pecámos e partimos
Como a água das chuvas.
Tu lhes dirás, meu amor, que ambos nos sorrimos
Do que dizem e pensam
E que a nossa aventura,
É no vento que passa que a ouvimos,
É no nosso silêncio que perdura.
Tu lhes dirás, meu amor, que nós não falaremos
E que enterrámos vivo o fogo que nos queima.
Tu lhes dirás, meu amor, se for preciso,
Que nos espreguiçaremos na fogueira."
Ary dos Santos
10.1.14
Como sempre foi
Existia sempre tão boa medida, como remédio, e os seus olhos procuravam-na, mesmo sem saber de onde nem de quando a encontraria.
Eram assim os seus dias: a procurar por ela, que sempre viria, mas que nunca chegava.
E por agora, soltava o grito mudo que nunca saía e o estrangulava a cada hora que passava.
Deixaste a fasquia muito alta, sabes. Como será agora que não te vou ter mais.
Será como sempre foi, um dia igual ao outro, e a todos os que já passaram, os que hão de vir, serão como os que já foram, sem mim.
O que não tem remédio, remediado está, pensava. Agora é continuar como sempre fui, e como sempre vou ser. Agora é continuar como sempre serei e continuarei. Não vou desistir de te procurar, nem que seja dentro das memórias, nem que seja dentro dos teus olhos que já não vejo. Vou continuar a procurar-te, e vou continuar a encontrar-te no ponto em que esta corda se esticou, neste ponto profundo do meu peito, que quase rasgado ainda te puxa.
Agarrou na corda e puxou-a com força, toda a que conhecia de si, dos seus braços fortes de marinheiro. O barco aproximou-se flutuando, entrou. Pegou nos remos e remou para longe, para onde ninguém o pudesse ver. Para onde pudesse sozinho e com ela, aprecisar aquele por do sol, o deles.
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