10.4.14

Vazios



Se ás vezes te desejo
Outras há em que te odeio
Porque te quero tanto toda dentro de mim
Por me provocares tão ardente desejo
E porque te foste e me deixaste vazio
Tão vazio que não me encontro

Não me sinto mais.
Não haverá outra mulher que mo provoque.

Saberá melhor a minha alma
Ou as entranhas de um porco
Que delas dizem ler-se o futuro
Ora que o meu já foi mais que lido
Foi cumprido
E não há mais a dizer

9.4.14

Update: 10 Anos já lá vão


Os livros que tinha para oferecer já estão todos atribuidos, fico muito contente por ver que afinal este blog ainda tem leitores.

Muchas gracias por me lerem!!!

Infelizmente os livros não dão para oferecer a todos, e como disse, foram atribuídos por ordem de contacto.

Contudo, quem ainda estiver interessado em adquirir um exemplar, pode entrar em contacto comigo através do email deste blog (zanasmail@gmail.com) e eu darei todos pormenores necessários para poderem receber um destes no conforto do vosso lar.





8.4.14

Six Word Story

Sunset. Beautiful love story happening there.

Gimme all



If I go your direction
where will we go
If I look for your affection
where will you take me
you know

Nothing to care more
nothing to do
nothing to feel at all

oh baby tell me
please (please) tell me
shake my lake
and gimme all you got

If I'm on your mind
I know it
So please... please...
shake my lake
and gimme all you got

you is kind
your is precious
you is important
So please.... please...
shake my lake
and gimme all you got


7.4.14

10 Anos já lá vão...



Dez anos já passaram desde primeiro post. Entre muitos sentimentos escritos, dissecados e arrancados da alma. Entre uma publicação de um livro, algumas paragens, e muitas, muitas horas de escrita, cá estamos, e que venham mais 10, e mais livros!

E em jeitos de comemoração, vou dar prendinhas! Pois é, tenho cinco livros para oferecer!!!

Quem quiser receber um livro meu, poderá fazê-lo enviando-me um email com a sua morada, e é tudo! Dias depois terá o exemplar em sua casa.

Podem enviar email com a informação para: zanasmail@gmail.com




4.4.14

Dias



Há dias em que nada me afasta deste silêncio.
Há dias em que a vida me afasta de mim mesmo, e me empurra para ti.
Tu que me olhas desse lado do espelho.
Tu que me ardes e me mordes com esse olhar.

Há dias que te quero deste lado.
Há dias em que nada te faz mais inteira que as minhas mãos.
E tu dizes que me gostas, assim toda dentro de mim.
E tu dizes que mergulhas nos meus olhos, e que abres aquela porta que ninguém sabe.

E esses dias são eternos, não se vão.
Pararam no tempo e ali ficaram.
Pararam e prenderam-nos lá dentro.

3.4.14

Six Word Story


See? You love her, admit it!

Reencontros



Ahhh, que alívio. Senti tanto a tua falta, saudades desses olhos ardentes.

E eu das tuas mãos, do teu abraço, de respirar fundo.

Como pudemos estar tanto tempo sem nos tocarmos. Como é que eu aguentei tanto tempo sem te cheirar.

Pensei que morria...

Sabes, neste tempo que passou, não houve um único dia em que acordasse e não me lembrasse de ti, e em que não sentisse este aperto no peito... Marcaste-me muito. Mudaste muita coisa em mim, mais do que imaginas...

Só Deus sabe como aguentei tamanha saudade. Como vamos fazer agora. Como fazemos para resolver esta situação. Como nos podemos encontrar, como podemos viver sem sermos julgados por não sermos iguais aos demais.

Não temos de resolver nada. Somos o que somos. Nós é que fazemos as regras.

Façamos as regras então.

Só se tem esta vida. Vamos vive-la como ela se nos apresenta.

Vamos viver então.

Sim, viver...

Abraços



Se me abraçasses agora morreria,
Não saberia mais por onde viver.
Era o fim da espera,
e o fim desta era.

Se te abraçasse agora, que seriamos mais
para além do que já fomos.
Não saberiamos ser normais,
nunca o quisemos.

Se nos abraçassemos agora,
o tempo parava.
Ficavamos suspensos no infinito
que criamos.

Mas preciso-te,
preciso de morrer nos teus braços
para renascer no suspiro seguinte.

Precisas-me,
precisas de me sentir em ti,
como para ti precisas de me ter
sempre, nesse abraço

Portanto, abraça-me até morrermos
um no outro,
para voltarmos ao que sempre fomos.

1.4.14

Unidade de Tempo



Saudade, é a unidade de tempo que nos une.
À parte isso, nada mais importa,
Apenas o momento em que nos reencontramos
Como sempre...

27.3.14

Somos



Porto de abrigo, sim, somos o porto de abrigo, não digas que não. Corres para mim quando te sentes só, e eu corro para ti quando o mundo me abandona.

Somos o porto de abrigo um do outro, quais marinheiros do tempo, que sempre retornam ao seu porto de origem.

Sim, somos origem, ponto de partida, estado zero.

Somos a origem de nós, a origem desta magia que acontece quando nos tocamos. A leveza de saber que estamos sempre lá, ali, do outro lado do tempo.

Tempo que não existe. Sim, não existe.

Porque parece que ainda ontem senti o cheiro do teu corpo, porque parece que ainda ontem me tornei apenas teu, porque parece que ainda há pouco te cheirei.

Somos assim, sempre fomos. Sim, sempre fomos.

Não é de agora que somos assim, não. Não é desta vida, porque nós não existimos no tempo, não somos apenas agora. Somos todas as vidas de todos os milénios que já passarem e que hão de vir.

Atravessamos oceanos de tempo, e mesmo assim somos nós, não há falha, não há dúvidas, não há certezas, apenas nós e aquilo que somos quando nos tocamos.

Somos nós, e isso basta.

25.3.14

É apenas o começo



É apenas o começo. Só depois dói,
e se lhe dá nome.
Às vezes chamam-lhe paixão. Que pode
acontecer da maneira mais simples:
umas gotas de chuva no cabelo.
Aproximas a mão, os dedos
desatam a arder inesperadamente,
recuas de medo. Aqueles cabelos,
as suas gotas de água são o começo,
apenas o começo. Antes
do fim terás de pegar no fogo
e fazeres do inverno
a mais ardente das estações.
Eugénio de Andrade

13.3.14

Mi ma bô



Um paixão ta nascê, ta começa
Um amor ta raiá, ta conquista

Ta nascê, ta começa
Ta raiá, ta conquista

Mi ma bô, bô ma mi
Nôs ta voá
Mi ma bô, bô ma mi
Nôs ta sonha

Bô é tudo qu'im crê, bô é nha luz
Nha coração ta batê forti pa bô

Sara Tavares

12.3.14

Não há


Já não existo,
e o lugar em que me vias,
deixou de estar.

A praia já lá não está,
e as tuas mãos vazias de mim,
já não têm mais por onde procurar-me.

Já não existo,
nesse tempo que era eterno, terminou.
O ponto de encontro,
o por do sol, terminou.

Agora é a terra que me acolhe.
Morna e terna me embala,
e me consome lentamente.

Agora é o peso da lembrança
que se vai desfazendo,
comida pelo tempo.

Já não há mais nada aqui.
O tempo acabou,
A lua foi-se
e as estrelas apagaram-se.

Já não há mais palavras,
Nada delas para ti já se pode dar.

Reinventar-se-ão para outras vidas
Outras histórias
Outros tempos eternos.

Porque aqui,
Aqui já não há.

7.3.14

Das pedras e da Luz



E a espera tornava-se tortuosa nos caminhos em que a loucura era normal.
Naqueles tempos, os loucos (aqueles que se diziam), nada fazim à conta do mal estar impregnado na alma.
Mas eis que ela apareceu, trazendo consigo um jarro de luz, daquela que não desaparece, que se estabelece nas células de quem a bebe.

Ilumiou-se quem tinha sede, quem não tinha, deixou-se ficar.

Empedreniram-se os invejosos, tentando nas suas batalhas abafar aquela luminusidade dolorosa.

Maldita, diziam. Maldita sejas tu mais a desgraça que trouxeste nesse teu jarro, que se parta, que ele se parta...

Ela continuava a dar de beber a quem lhe pedia, e contra isso eles (os eoutros), nada puderam fazer. Ainda tentaram (se bem que sem sucesso algum), partir aquele jarro, despejar o seu conteúdo, mas sempre que o faziam nada acontecia, o jarro inquebrável, e a água, aquela água espessa e luminosa, não parava de sair, e mantinha sempre o jarro cheio.

Como é possivel, choravam os desgraçados. Como será possivel  que não se parta um simples barro, e que não se esvazie tao pequeno tamanho.

Choraram até secar, e transformaram-se em pedras com o tempo, pedras que se ficaram nos caminhos dos que daquela água provaram...

Por todas as gerações seguintes, sempre se repete este ritual,  da-se de beber a quem tem sede, e ficam-se a chorar aqueles que não a querem, transformando-se nas batalhas dolorosas, na esperança de que aquela luz que tanto os encandeia, cesse um dia.

Ficaram assim pela eternidade, pois que a luz que cura, aquela luz que depois de se beber se instala nas células, não se apaga, não se extingue, passa de geração em geração, na tentativa de se poder multiplicar e purificar aqueles que dela têm sede, aqueles que a desejam.


27.2.14

Away it goes



Requesting some stupid issues
Alone just for some moments
There is something you don't know
(Let it go)

Away it goes
No matter what
(You know)

Saving some light inside
Alone just for some moments
There is something you can't see
(let it go)

Smothering some anger
Alone just for some moments
There is something you don't know
I won't accept it
...you can't see (the light)
(so let it go)

I'm not yours
I'm no ones
I'm me, myself

Away it goes
No matter what
(You know)

13.2.14

Nada de mim



Retiro todos os pontos e notas.
Não, não há nada de mim aqui.

Vou ali e já volto,
ao lugar onde me encontro sempre,
é sim, é lá
não é aqui.

Retiro, não,
não retiro.
não está nada de mim aqui
por isso não retiro.

volto a ecrever e reescrever,
não há nada de mim aqui,
apenas lá,
onde o lugar é só meu.

tu sabes onde sou eu.
é lá, no nosso lugar,
onde só tu me sabes encontrar.

11.2.14

Essa miúda




Essa miúda é uma fogueira
Que te acende as noites em qualquer lugar
E tu desejas arder com ela
Enquanto bebes o perfume
Que ela deita nos seus trapos de cor
Para te embriagar
Essa miúda é um exagero
Diz que sem ti não sabe voar
Mas tu adoras voar com ela
Enquanto inventas espaços novos
Ela vai arquitetando uma teia
P´ra te aconchegar
Essa miúda faz-te acreditar
Que o sol é um presente
Que a aurora trás
Principalmente p´ra ti
Essa miúda é uma feiticeira
Prende-te a mente e põe-se a falar
E tu bem tentas compreende-la
Mas o que sai da sua boca
Não parece condizer com o que ela
Te diz com o olhar
Essa miúda faz-te acreditar
Que o sol é um presente
Que a aurora trás
Principalmente p´ra ti

Jorge Palma