O meu coração está pendurado por um fio.
Aquele fio que amarraste quando me olhaste e sorriste.
Foi com ele que o meu coração se foi, e ficou por aí a balançar... nesse fio.
Frágil fio, que a qualquer momento pode rebentar.
Não te vi mais, quase não trocamos palavras, apenas olhares.
Tantos.
Tu olhavas-me, e eu olhava-te, sem saber muito bem o que me provocavas.
Tu mexias-te, eu estremecia na esperança que me lançasses alguma palavra.
Tu falavas, e eu calava-me para tentar entender como me podias estar a perfurar com tanta força.
Não te vi mais, não me esqueci mais.
Os teus olhos, eu não os devolvo, trouxe-os comigo.
O teu sorriso, guardei-o no meu pensamento.
Os teus cabelos e o teu perfume doce, filtrei-os e guardei-os no meu pepito.
Sempre que me dói o coração sei de onde vem a dor,
é de ainda não te poder ter encontrado de novo,
de não poder ter-te puxado e agarrado para não te largar mais.
É isso.
Tenho o coração pendurado por um fio,
com a esperança de que quando ele rebentar,
as tuas mãos possam ampará-lo.









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