12.5.14
9.5.14
Nos tempos de Eda - Le Papillon II
Tens ternura nas palavras,
São como mel...
Leves ternas,
Entram na alma,
Com a suavidade de quem não quer,
De quem não sabe.
Encontrei-te no acaso
Do tempo desconcertado
Dos momentos inevitáveis.
Encontrei-te nesse mundo
De magia que me encanta,
Que me deixa sonhadora
Perdida em mim mesma
À procura da tua companhia...
Painting - Le Papillon, Adolphe Jourdan, c. 1860 - Museum of Fine Arts
8.5.14
Never ment to cause you trouble
Deculpa se te magoei. Embarquei nesta loucura agarrado a uma esperança parva de que seria a minha salvação. Não pensei em mais ninguém. Convenci-me que estaria a fazer o melhor para todos. Mas não era. Para ti nunca foi o melhor, nem para mais ninguém, mesmo para mim. Não foi o melhor.
Apaixonei-me. Tinha medo que isso acontecesse, sabia que corria o risco. Mas embarquei nessa loucura na mesma, espirito de marinheiro, está-me nas veias ir e entrar na tempestade, sabes.
Assustaste-me tanto. Mostraste-me uma realidade que podia ser minha. Sedotora. Podia ser minha. E eu queria. E não queria. Tive medo. Ainda tenho.
Que vamos fazer da nossa vida.
Tu imaginavas-te a vivermos juntos. Na mesma casa. Tipo, casados.
Já não sei se apenas sonhei com aqueles momentos, foi tão rápido e tão escasso. Ainda te sinto sede.
Foi, já não volta. Pois não. Não volta. Não vai voltar, foi-se, e deixou-te para trás.
Não fugimos para lado nenhum. Não fizemos nada do que sonhamos juntos. Nada. Ficou nada. Como se aquele dia nunca tivesse existido. Como se o toque nunca tivesse acontecido, como se o teu cheiro nunca me tivesse envolvido.
Já não partilhamos nada, já não partilhamos ideias, conversas, nem um simples olá, nada. Ficou nada, saiu tudo, ficou vazio.
Ardeu tudo, eu ardi até ficarem apenas as cinzas do que eu era.
Ardeste. E ficaste cinzas do que estavas em mim.
A pior parte, foi deixar-te partir. Foi a pior parte. Ver-te partir.
7.5.14
Migalhas - Cartas de Amor #5
Vou sobrevivendo a este oceano de tempo e de espaço que nos separa, e por aqui me vou deixando estar dentro do pensamento em que te (re)encontro.
Saudades de ti, e desses teus cabelos longos. Saudades desse teu jeito sereno de me tratar. Sabes que nunca fui tão longe como quando estava contigo. Sim. Nunca tinha ido tão longe. E tu perguntavas-me se algum dia nos iriamos cansar de sermos um. Eu nem colocava tal questão, para mim era natural que fossemos um. Sempre. Era normal sermos assim. Então tu dizias.
E se me chatear contigo por causa de coisas banais. Como as migalhas na bancada, depois de cortares o pão. Tu deixas sempre migalhas na bancada, depois de cortares o pão. Será que me chateava contigo.
E eu respondia-te pronto.
Migalhas na bancada depois de cortar o pão são tramadas. É verdade. Talvez nos chateassemos por causa das migalhas na bancada, depois de cortar o pão.
E tu sorrias. Achavas piada quando inventavamos futuros possíveis. Mas nenhum desses futuros aconteceu. Ficaram suspensos, agarrados às nossas esperanças. Tu foste-te, afastaste-me. E eu abri o jogo, na esperança que ela me obrigasse a cumprir algum desses futuros imaginados. Nenhum deles aconteceu. Nenhum futuro a não ser o futuro mais improvavel, aquele que eu menos desejava. Mas fiquei. Deixei acontecer. Vou lutar ate ao fim, pensei.
"Matas-me com o teu olhar", dizia-te enquanto tu coravas e sorrias.
Continuas a matar-me, sabes. Todos os dias ainda me matas com esse olhar que queima.
Ainda me matas todas as noites. Ainda me matas todas as manhãs.
6.5.14
Tirany of Normality
É a tirania da (a)normalidade, rude (a)normalidade, quadrada (a)normalidade!
Acorda Portugal!!!!
then I know you're a liar, a liar
It's the tyranny of normality, it's the tyranny of normality
Our culture has become complacent, and has no desire (take back, take back our empire), and the ethical slaughter of
truth needs to be retired, retired
It's the tyranny of normality, it's the tyranny of normality
It's the death of outrage!! I want to turn a new page!! I mourn the death of our age, the obituary's on the front page!!
Since the death of outrage, I want to turn a new page!! I mourn the death of our age, the obituary's on the front page,
it's the death of outrage, i mourn the death of our age, the obituary's on the front page
It's the tyranny of normality, it's the tyranny of normality
Papa Roach
On your own
How do you know where the hope resides,
do you wish for it
or do you hide
Don't you feel it
raising from your heart
therefore you know
because though you can't see it
you have it pulsing in there
where you know is only your space
believe it
you have it on your own
5.5.14
Slow Dancing In A Burning Room
It's not a silly little moment
It's not the storm before the calm
This is the deep and dying breath
Of this love that we've been working on
Can't seem to hold you like I want to
So I can feel you in my arms
Nobody's gonna come and save you
We pulled too many false alarms
We're going down
And you can see it, too
We're going down
And you know that we're doomed
My dear, we're slow dancing in a burning room
I was the one you always dreamed of
You were the one I tried to draw
How dare you say it's nothin to me?
Baby, you're the only light I ever saw
I'll make the most of all the sadness
You'll be a bitch because you can
You'll try to hit me just hurt me
So you leave me feeling dirty
Because you can't understand
We're goin down
And you can see it, too
We're goin down
And you know that we're doomed
My dear, we're slow dancing in a burning room
Go cry about it, why don't you?
My dear, we're slow dancing in a burnin room
Don't you think we oughta know by now?
Don't you think we should have learned somehow?
Fever
oh fever, this fever that never ends
this fever that burns inside
consumes me
breathes me
So god, so bad
Big torture, great hell
Kisses. Smell.
oh fever, this fever on my bed sheets
this fever under my skin
so deep that nothing more feels but this heat
nothing more moves but my heart beats
Cego, Surdo, Mudo
cego surdo mudo
claro escuro obscuro
procuro sempre sem parar
encontro sem encontrar
nada faz-se nada
a volta injusta
na pura ausencia surda
muda sempre muda
grita no silencio
o encontro do retorno a casa
o retorno a casa
falo
sempre encontro ausente
tiro tudo
nada estudo
sentido dessentido
abatido sem motivo
aahh esta loucura
que me come lentamente
aparentemente não me deixa
endoidecer
e certa da certeza
desta clara claridade
obtusa das ideias escondidas
nas areias deste mar
30.4.14
Naturalidades
Os olhares trocaram-se e a explosão aconteceu. Corações acelerados. Toda ela controlando-se para não tremer, natural parecer. Ele nervoso, lutava para que não se notasse a rigidez dos movimentos que se teimavam em desgovernar.
Sorrisos constrangidos. Olhares de soslaio. Sentados quase lado a lado, não trocavam palavra. Mania. Esta mania de se querer ser natural quando por dentro tudo não é menos que um tremor de terra. Tsunami, invadido no peito com toda a força. Descontrolo. E no entanto, querem parecer naturais.
Ah pobres. Estes corações apaixonados num instante. Pobres deles que não se podem mostrar como se sentem. Não é transparente, e aparentemente nada se passa.
Pára de te mexer, ela vai perceber que estás nervoso.
Mais nervoso que isto é impossível, e ela repara. Nota que de momentos a momentos os seus olhos se desviam para os dela, mas nada faz, finge indiferença, quer parecer natural, e convence-se que o está a ser.
Cruza a perna, pára de mexer no cabelo sua parva. Ele vai perceber.
Claro que percebe, ele nota que ela não pára de ajeitar o cabelo, como se tivesse de estar tudo no lugar certo. Cruza e descruza as pernas, e os seus olhos teimam em voltar-se para os dele.
Repetidamente cruzam-se, os olhares. Sorriem das piadas que se contam em paralelo. Não sabem a piada, mas riem-se na mesma, têm de parecer naturais...
Mas de natural nada há, não trocam uma única palavra que denuncie o que estão a sentir, mas os seus olhos já gritam de um para o outro, dele para ela, o quanto sentem vontade de se aproximar.
Ela sabe. Ele sabe.
Image from http://www.polyvore.com/
29.4.14
Desafios
A minha querida amiga bloguista Bea, fez-me um desafio há uns dias atrás, e para lhe responder à simpatia, cá vou eu participar. (não era para rimar... -_-)
Passo a explicar, o desafio consiste apenas em divulgar alguns dos blogs que gostam de ler, quem for divulgado na lista e quiser retribuir, só tem de mencionar a pessoa (blog) que o recomendou, e colocar também a sua lista de recomendações no post que fizer, por isso aqui ficam as minhas recomendações:
Vamos lá a ver se contribuimos para a divulgação de mais e bons blogs!
Boas leituras!
Baloiço com o tempo, nesta espera de ti, eterna espera. Minha amada.
No desespero que se me arrepanha, vou tentando sobreviver...
28.4.14
Desistir
Não desistas, não porque eu te peço, mas porque o sonho voa mais alto.
Talvez não existamos mais, mas eu sei que tu sabes que somos eternos.
Não menos que isso. Eternos.
E seremos assim, como somos nos instantes em que nos tocamos.
Olhares cruzados. Peitos apertados.
Até conseguirmos respirar tão fundo que o mais fundo não chega.
Não desistas de nós, sabemos mais que isto.
Não somos isto, agora.
Somos o que já fomos.
Somos o que acontece quando a saudade irrompe desvairada.
Qual alvorada perdida por entre beijos de desejo. Antevejo.
Não sabes o que podemos ser. Não saberás jamais.
Não desistas. Não desistas.
24.4.14
Second Skin - Cartas de Amor #4
Ah. Esse cheiro.
Já não sei como vivia sem o sentir.
Como me faltaste.
Mas quero mais.
Não me consigo contentar em respirar-te, preciso-te mais.
Sim, muito. Sou tudo muito.Sempre mais. Mais.
Quero-te em mim como preciso resprirar.
Desejo-te dentro, como se uma fome sem fundo se me apoderasse,
e me obrigasse a querer-te ainda mais.
Preciso-te. Sentir as tuas mãos em mim, como se delas fizesse parte.
Cheirar-te. Sim. Cheirar-te outra, e outra vez, e mais, e sempre muito.
Respirar-te fundo.
Seres-me. Eu. Tu. Um.
Como se de uma segunda pele nos tratassemos. Ambos.
Um no outro.
Sempre. Perfeito.
Painting by Duma Arantes
23.4.14
Uma Palavra
Palavra prima
Uma palavra só, a crua palavra
Que quer dizer
Tudo
Anterior ao entendimento, palavra
Palavra viva
Palavra com temperatura, palavra
Que se produz
Muda
Feita de luz mais que de vento, palavra
Palavra dócil
Palavra d'agua pra qualquer moldura
Que se acomoda em balde, em verso, em mágoa
Qualquer feição de se manter palavra
Palavra minha
Matéria, minha criatura, palavra
Que me conduz
Mudo
E que me escreve desatento, palavra
Talvez à noite
Quase-palavra que um de nós murmura
Que ela mistura as letras que eu invento
Outras pronúncias do prazer, palavra
Palavra boa
Não de fazer literatura, palavra
Mas de habitar
Fundo
O coração do pensamento, palavra
Chico Buarque
22.4.14
Cartas de Amor #3
É uma espécie de vontade, esta que se me vem sempre que me atinges o pensamento.
Não te sei, nem te quero, e no entanto não te posso esquecer, porque me fazes falta. É mesmo, fazes-me toda a falta que é possível dentro deste peito vazio.
Se arranjo maneira de te saber, não quero. Escrevo. Prometo mil palavras e sentimentos. Não esqueço. Desejo.
E agora quanto tempo mais até. Quantos dias e quantas horas terei eu mais de sofrer até me prometeres que serás eterno.
Pensamento (re)erguido por entre nevoeiros temporais. Sairás jamais.
Ah. Quão obstinada é esta lembrança, qual esperança que se (in)surge sempre que te vejo. Desejo.
Desejo.
21.4.14
Soneto da Felicidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Morais
17.4.14
O blog da Zana é Ecológico
"De acordo com um estudo realizado pelo ambientalista e físico da Harvard University, Dr. Alexander Wissner-Gross, um internauta produz, em média, cerca de0,02 gramas de CO2 por exibição de página. Considerando que um blog geralmente recebe em torno de 15 000 visitas por mês, isso resulta em 3,6 kg de CO2 emitidos por ano. Este total é gerado principalmente pelo grande consumo de energia, devido à refrigeração necessária para o funcionamento de computadores e servidores."
A Guiato planta uma árvore para cada site que se inscreva nesta iniciativa, para alíviar os impactos das mudanças climatéricas e o impacto das emissões de CO2.
Soubesses
Beijaste-me em mente.
Vieste. Viste-me.
Despiste. Despiste-me.
Desnudaste toda a minha carne,
nela enterraste tuas palavras.
Do teu olhar nada mais soube,
nem se no teu coração coube
algum do meu, ou das minhas chagas.
Pragas, estes pensamentos. Pragas.
Desejo que se queimem por dentro.
o peito implode.
Demasiada ansiedade,
não há sobriedade.
Ah se tu soubesses.
Se tu viesses e visses.
Sentisses
como sinto eu teus beijos. Desejo.
Voltarias apressado.
Desenfreado.
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