19.5.14

Magic




Já tinha saudades disto que nós somos quando estamos juntos.

Eu ainda não sei o que é isto. Não entendo o que é que acontece.

Eu também não sei. Mas gosto. Sabe bem. É isto.

Sim, também gosto. Mas não entendo o que isto é. É como se fosse magia, não sei dizer de outra forma. Magia que não se entende, nem se explica.

Sentes. Eu sei o que dizes. É-me igual também. Não precisa ter explicação.

Não. Só sei que te gosto. E já sinto saudades.

Eu também. Encontramo-nos no outro lado do tempo.

Sim, encontramo-nos lá, nesse lado.

Está bem. Eu vou fazendo a minha vida. Tu, vai fazendo a tua também. Os nossos caminhos encontrar-se-ão sem que precisemos de os comandar.

Já sabes que sim, sempre foi assim, e assim vai continuar a ser. Temos um laço inquebrável, não parte e não se altera.

Então até ao outro lado do tempo.

Até quando os nossos caminhos se cruzarem de novo.

Gostei de estar contigo.

Eu também. Gosto sempre.

Vive bem.

Tu também.

16.5.14

Conquistas e Traições




Que estamos a fazer.

Asneira, da grossa.

Ela olhou-o novamente, enquanto ele acariciava o seu rosto, e afastando as madeixas que lhe tapavam a boca beijou-a novamente. O elevador abriu-se, mas eles mal deram conta. Aquele mergulho interminável. Um instante de infinito em que nada mais importou. Foram eternos.

Subiram, finalmente.  A luz magoava os olhos. Eles quase não se olhavam, havia vergonha. Ela tinha, estava devastada pelo que estava a acontecer, quase não conseguia respirar.

Chegaram à porta, ele abraçou-a e beijou-a novamente.

Não podemos fazer isto. Não é justo para ninguém. Ela não merece. Nem ela, nem os pequenos. Ninguém.

Pois não, tens razão ela não merece.

Vai-te embora. Não me faças isto.

Sim, eu vou, mas não sem antes de dar mais um bei…

E voltou a beija-la como se quisesse mergulhar na sua boca. Aquela língua, deixava-o doido. 

Ela empurrou-o já de lágrimas nos olhos.

Vai-te embora. Isto não está certo.


Os olhos dele reluziram. Ainda não foi desta, mas já está no papo, pensou. Abriu a porta, e olhou para trás, ela já tinha desaparecido.

Ah se te Amo - Cartas de Amor #7



É tão dificil não te amar. Mesmo quando não penso, mesmo quando me sinto, apenas.

E como pode ser certo ou errado. Como é que pode ser errado amar, assim desta maneira, sem saber muito bem porquê, com esta intensidade...

Como pode, no acto mais desmedido de se amar alguém, ser pecado. Se assim é, todo eu sou pecado, porque todo eu te amo, todo eu te reajo, todo eu te sente no mais ínfimo átomo da minha alma, com todo o meu ser, inexplicavelmente te Amo.

13.5.14

I have that power



I will heal your heart
Close your wounds
I will take care
and dissolve all of your fears

You know I have that power
your intuition is telling you
how much you and me
will live together
for ever
in every life that's yet to live

no matter what
no matter how
no matter how much time
how long it takes
and the times my heart will break

you know I have that power
your intuition is telling you
how much you and me
together
will live forever

Image from weheartit

Esperas - Cartas de Amor #6



Há dias em que não consigo sobreviver à memoria do nosso encontro.
Ainda não nos conhecemos, mas tenho a certeza que o que planeamos acontecerá.

12.5.14

Prayer




Há longos anos que a minha vida parou suspensa. Desde aquele dia em que os teus olhos se colaram no chão.

Que queres da vida. Disseste tu.

Tens namorada, não tens. Perguntei eu.

Nunca foi minha intensão desiludir-te, nunca foi minha intensão desrespeitar alguém. Por muito que doa, foi melhor assim.

Agora (re)econtro-te, dizes que gostaste muito de me ver. Mas dói-me. Dói. Desde aquele dia que ficou uma ferida aberta.

Enviaste-me uma mensagem: Separei-me há um ano. O meu casamento nunca resultou. Não tenho ninguém desde essa altura. Sinto saudades tuas, senti sempre. Não me sais da cabeça desde aquele dia. Gostava de te ver novamente. Não me digas que não.

Sei que não deveria ter ficado agarrada ao passado. Mas só Deus sabe o quanto lutei para te esquecer e não consegui. Agora apareces-me vindo não sei muito bem de onde e pedes-me para nos encontrarmos.

O meu coração ainda não abrandou desde que li o teu nome no cabeçalho da mensagem.

Vou arriscar. O que sentia por ti ficou intacto.

Respondo-te à mensagem: Ok. Combinamos um café.

Tu marcaste o lugar e a hora. Magestic. E que magestoso estava o ambiente. Piano ao fundo à média luz, como naquela vez em que nos beijamos. Cheguei atrasada (para variar), tu estavas já sentado, com a colher do café a bailar entre os dedos. O meu coração quase explodiu peito fora assim que te reconheci. E com a voz meia tremida, quase sem fôlego consegui dizer-te:

Olá...

Só quero que seja diferente, só quero que desta vez seja diferente...

Six Word Story

He came back after many miles.

9.5.14

Nos tempos de Eda - Le Papillon II




Tens ternura nas palavras,
São como mel... 
Leves ternas,
Entram na alma,
Com a suavidade de quem não quer,
De quem não sabe.
Encontrei-te no acaso
Do tempo desconcertado
Dos momentos inevitáveis.
Encontrei-te nesse mundo
De magia que me encanta,
Que me deixa sonhadora
Perdida em mim mesma
À procura da tua companhia...



Painting - Le Papillon, Adolphe Jourdan, c. 1860 - Museum of Fine Arts

8.5.14

Never ment to cause you trouble



Deculpa se te magoei. Embarquei nesta loucura agarrado a uma esperança parva de que seria a minha salvação. Não pensei em mais ninguém. Convenci-me que estaria a fazer o melhor para todos. Mas não era. Para ti nunca foi o melhor, nem para mais ninguém, mesmo para mim. Não foi o melhor.

Apaixonei-me. Tinha medo que isso acontecesse, sabia que corria o risco. Mas embarquei nessa loucura na mesma, espirito de marinheiro, está-me nas veias ir e entrar na tempestade, sabes.

Assustaste-me tanto. Mostraste-me uma realidade que podia ser minha. Sedotora. Podia ser minha. E eu queria. E não queria. Tive medo. Ainda tenho.

Que vamos fazer da nossa vida.

Tu imaginavas-te a vivermos juntos. Na mesma casa. Tipo, casados.

Já não sei se apenas sonhei com aqueles momentos, foi tão rápido e tão escasso. Ainda te sinto sede.

Foi, já não volta. Pois não. Não volta. Não vai voltar, foi-se, e deixou-te para trás.

Não fugimos para lado nenhum. Não fizemos nada do que sonhamos juntos. Nada. Ficou nada. Como se aquele dia nunca tivesse existido. Como se o toque nunca tivesse acontecido, como se o teu cheiro nunca  me tivesse envolvido. 

Já não partilhamos nada, já não partilhamos ideias, conversas, nem um simples olá, nada. Ficou nada, saiu tudo, ficou vazio.

Ardeu tudo, eu ardi até ficarem apenas as cinzas do que eu era.

Ardeste. E ficaste cinzas do que estavas em mim. 

A pior parte, foi deixar-te partir. Foi a pior parte. Ver-te partir.

7.5.14

Migalhas - Cartas de Amor #5






Vou sobrevivendo a este oceano de tempo e de espaço que nos separa, e por aqui me vou deixando estar dentro do pensamento em que te (re)encontro.

Saudades de ti, e desses teus cabelos longos. Saudades desse teu jeito sereno de me tratar. Sabes que nunca fui tão longe como quando estava contigo. Sim. Nunca tinha ido tão longe. E tu perguntavas-me se algum dia nos iriamos cansar de sermos um. Eu nem colocava tal questão, para mim era natural que fossemos um. Sempre. Era normal sermos assim. Então tu dizias.

E se me chatear contigo por causa de coisas banais. Como as migalhas na bancada, depois de cortares o pão. Tu deixas sempre migalhas na bancada, depois de cortares o pão. Será que me chateava contigo.

E eu respondia-te pronto.

Migalhas na bancada depois de cortar o pão são tramadas. É verdade. Talvez nos chateassemos por causa das migalhas na bancada, depois de cortar o pão.

E tu sorrias. Achavas piada quando inventavamos futuros possíveis. Mas nenhum desses futuros aconteceu. Ficaram suspensos, agarrados às nossas esperanças. Tu foste-te, afastaste-me. E eu abri o jogo, na esperança que ela me obrigasse a cumprir algum desses futuros imaginados. Nenhum deles aconteceu. Nenhum futuro a não ser o futuro mais improvavel, aquele que eu menos desejava. Mas fiquei. Deixei acontecer. Vou lutar ate ao fim, pensei.

"Matas-me com o teu olhar", dizia-te enquanto tu coravas e sorrias.

Continuas a matar-me, sabes. Todos os dias ainda me matas com esse olhar que queima.
Ainda me matas todas as noites. Ainda me matas todas as manhãs.

6.5.14

Tirany of Normality


É a tirania da (a)normalidade, rude (a)normalidade, quadrada (a)normalidade!
Acorda Portugal!!!!



The media is the seduction of human desire (set their money, set their money, on fire), if you try to sell me the truth
then I know you're a liar, a liar

It's the tyranny of normality, it's the tyranny of normality

Our culture has become complacent, and has no desire (take back, take back our empire), and the ethical slaughter of
truth needs to be retired, retired

It's the tyranny of normality, it's the tyranny of normality

It's the death of outrage!! I want to turn a new page!! I mourn the death of our age, the obituary's on the front page!!
Since the death of outrage, I want to turn a new page!! I mourn the death of our age, the obituary's on the front page,

it's the death of outrage, i mourn the death of our age, the obituary's on the front page


It's the tyranny of normality, it's the tyranny of normality


 Papa Roach

On your own



How do you know where the hope resides,
do you wish for it
or do you hide

Don't you feel it
raising from your heart
therefore you know
because though you can't see it
you have it pulsing in there
where you know is only your space

believe it
you have it on your own

5.5.14

Slow Dancing In A Burning Room




It's not a silly little moment
It's not the storm before the calm
This is the deep and dying breath
Of this love that we've been working on

Can't seem to hold you like I want to
So I can feel you in my arms
Nobody's gonna come and save you
We pulled too many false alarms

We're going down
And you can see it, too
We're going down
And you know that we're doomed
My dear, we're slow dancing in a burning room

I was the one you always dreamed of
You were the one I tried to draw
How dare you say it's nothin to me?
Baby, you're the only light I ever saw
I'll make the most of all the sadness
You'll be a bitch because you can
You'll try to hit me just hurt me
So you leave me feeling dirty
Because you can't understand

We're goin down
And you can see it, too
We're goin down
And you know that we're doomed
My dear, we're slow dancing in a burning room

Go cry about it, why don't you?
My dear, we're slow dancing in a burnin room

Don't you think we oughta know by now?
Don't you think we should have learned somehow?

Fever



oh fever, this fever that never ends
this fever that burns inside
consumes me
breathes me
So god, so bad
Big torture, great hell
Kisses. Smell.

oh fever, this fever on my bed sheets
this fever under my skin
so deep that nothing more feels but this heat
nothing more moves but my heart beats

Cego, Surdo, Mudo




cego surdo mudo claro escuro obscuro procuro sempre sem parar encontro sem encontrar nada faz-se nada a volta injusta na pura ausencia surda muda sempre muda grita no silencio o encontro do retorno a casa o retorno a casa falo sempre encontro ausente tiro tudo nada estudo sentido dessentido abatido sem motivo aahh esta loucura que me come lentamente aparentemente não me deixa endoidecer e certa da certeza desta clara claridade obtusa das ideias escondidas nas areias deste mar

Six Word Story

Never give up. Right way is.

30.4.14

Naturalidades



Os olhares trocaram-se e a explosão aconteceu. Corações acelerados. Toda ela controlando-se para não tremer, natural parecer. Ele nervoso, lutava para que não se notasse a rigidez dos movimentos que se teimavam em desgovernar.

Sorrisos constrangidos. Olhares de soslaio. Sentados quase lado a lado, não trocavam palavra. Mania. Esta mania de se querer ser natural quando por dentro tudo não é menos que um tremor de terra. Tsunami, invadido no peito com toda a força. Descontrolo. E no entanto, querem parecer naturais.

Ah pobres. Estes corações apaixonados num instante. Pobres deles que não se podem mostrar como se sentem. Não é transparente, e aparentemente nada se passa.

Pára de te mexer, ela vai perceber que estás nervoso.

Mais nervoso que isto é impossível, e ela repara. Nota que de momentos a momentos os seus olhos se desviam para os dela, mas nada faz, finge indiferença, quer parecer natural, e convence-se que o está a ser.

Cruza a perna, pára de mexer no cabelo sua parva. Ele vai perceber.

Claro que percebe, ele nota que ela não pára de ajeitar o cabelo, como se tivesse de estar tudo no lugar certo. Cruza e descruza as pernas, e os seus olhos teimam em voltar-se para os dele.

Repetidamente cruzam-se, os olhares. Sorriem das piadas que se contam em paralelo. Não sabem a piada, mas riem-se na mesma, têm de parecer naturais...

Mas de natural nada há, não trocam uma única palavra que denuncie o que estão a sentir, mas os seus olhos já gritam de um para o outro, dele para ela, o quanto sentem vontade de se aproximar.

Ela sabe. Ele sabe.

29.4.14

Desafios

A minha querida amiga bloguista Bea, fez-me um desafio há uns dias atrás, e para lhe responder à simpatia, cá vou eu participar. (não era para rimar... -_-)

Passo a explicar, o desafio consiste apenas em divulgar alguns dos blogs que gostam de ler, quem for divulgado na lista e quiser retribuir, só tem de mencionar a pessoa (blog) que o recomendou, e colocar também a sua lista de recomendações no post que fizer, por isso aqui ficam as minhas recomendações:






Vamos lá a ver se contribuimos para a divulgação de mais e bons blogs!
Boas leituras!




Baloiço com o tempo, nesta espera de ti, eterna espera. Minha amada.
No desespero que se me arrepanha, vou tentando sobreviver...

28.4.14

Desistir



Não desistas, não porque eu te peço, mas porque o sonho voa mais alto.
Talvez não existamos mais, mas eu sei que tu sabes que somos eternos.
Não menos que isso. Eternos.
E seremos assim, como somos nos instantes em que nos tocamos.
Olhares cruzados. Peitos apertados.
Até conseguirmos respirar tão fundo que o mais fundo não chega.

Não desistas de nós, sabemos mais que isto.
Não somos isto, agora.
Somos o que já fomos.
Somos o que acontece quando a saudade irrompe desvairada.
Qual alvorada perdida por entre beijos de desejo. Antevejo.

Não sabes o que podemos ser. Não saberás jamais.
Não desistas. Não desistas.