De dentro da pele nasce aquele aperto que já sabes. Passaram-se mil anos desde que nos amamos. E agora uma hora é mais eterna que todas as vidas que nos separaram.
Preciso daquele abraço. Aquele. Aquele que só tu sabes. Aquele me davas para respirarmos fundo. Aquele fundo. Aquele que só nós conhecíamos. Sabíamos.
Saboreávamo-nos. Naquele nosso sabor. Ainda o sinto na língua. Ainda te cheiro. E as minhas mãos ainda te sabem de cor.
Sob a pele ainda tenho vestígios das cinzas que o nosso fogo deixou. Sob ela ainda se sente o calor. Sob ela ainda vivem aqueles pedacinhos de ti. Guardados. Religiosamente guardados.
Não te esqueço. Não te esqueci nunca. Nunca. Não te esquecerei jamais. Mais mil poderão vir. Oceanos de tempos e saudades. Que o meu espírito saberá sempre. Sentirá sempre o toque desse teu quente.
Tu. E só tu. Meu Amor.
Madalena.









