Por vezes, uma presença silenciosa é suficiente para curar uma ferida. Ou muitas. Não é preciso mais nada. Presença. Só isso. Saber que está ali. Aquela pessoa. A nossa força. Uma força de silêncio. Na maioria das vezes, bastante mais forte que todas as outras.
Como tu sabes. Continuo aqui. Do teu lado, no meu silêncio. A observar-te. E em silêncio te vou curando e amparando. Tu sabes, estou aqui. Como sempre estive. Não é preciso falar, pois que das palavras pouco de útil nos sai. Mas no silêncio, no silêncio tudo se diz, tudo se nos transpira. Perfeito.
E continuo aqui. Sim. Continuo aqui, no meu silêncio. A coser, e a fechar essas chagas que teimam em rebentar em sangramentos por tão pequenas coisas. Não te culpes. Tudo está certo. No devido lugar.
Hoje pensaste-me. Tiveste-me saudades. Wish you were here. Tão bonita essa tua chamada por mim. Sabes que te fui abraçar nesse preciso instante. E também sabes que te tenho sempre nos meus braços. Eu, e todos que cá estamos para ti. Em silêncio.
Porque é neste silêncio que permanecemos fiéis, no cumprir deste pacto que fizemos há milénios.
Estamos todos aqui. No silêncio que te cura. Sempre.







